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Veja quem é o promotor alvo do PCC por ter investigado facção e lavagem de dinheiro

Amauri Silveira Filho atua há mais de duas décadas no Gaeco de Campinas e virou alvo de plano de assassinato atribuído à facção

Amauri Silveira Filho (Foto: Reprodução (YT))
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247 – O promotor de Justiça Amauri Silveira Filho, alvo de um plano de assassinato atribuído ao PCC, construiu sua carreira no combate ao crime organizado, à lavagem de dinheiro, ao tráfico de drogas e à corrupção policial. As informações foram publicadas nesta terça-feira (9) pelo jornal O Globo.

Silveira Filho integra há mais de duas décadas o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Campinas e participou de investigações que atingiram integrantes do Primeiro Comando da Capital, policiais civis suspeitos de corrupção e agentes públicos envolvidos em esquemas criminosos.

Entre os casos de maior repercussão na trajetória do promotor está a investigação sobre a Sanasa, Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento de Campinas. A apuração revelou fraudes em licitações, direcionamento de contratos e pagamento de propinas, com impacto sobre empresários, servidores e agentes políticos da região.

A atuação de Amauri Silveira Filho também alcançou uma rede formada por policiais civis e traficantes ligados a Wanderson Nilton de Paula Lima, conhecido como Andinho. Ele é apontado como uma das principais lideranças do crime organizado no interior de São Paulo.

Essa investigação resultou na prisão de delegados, investigadores e outros policiais acusados de dar proteção a criminosos. A ofensiva colocou o promotor na mira de organizações criminosas.

Em 2013, Silveira Filho recebeu uma carta com ameaças de morte. O material incluía fotografias de familiares, endereços e informações sobre sua rotina.

Operação Linha Vermelha

Nos últimos anos, o promotor concentrou parte de sua atuação na Operação Linha Vermelha, uma das maiores investigações conduzidas pelo Gaeco contra o braço financeiro do PCC.

A apuração mira empresários, doleiros, operadores financeiros e integrantes da facção suspeitos de movimentar centenas de milhões de reais. Segundo as investigações, o grupo teria usado empresas de fachada, transportadoras, postos de combustíveis, negócios imobiliários e contas bancárias para ocultar recursos do tráfico internacional de drogas.

Foi durante esse trabalho que o Ministério Público descobriu, em 2025, um plano atribuído à cúpula da facção para matar Amauri Silveira Filho.

As investigações apontam que empresários ligados ao grupo teriam financiado veículos, armas, imóveis de apoio e a contratação de executores. A finalidade seria monitorar o promotor e preparar uma emboscada contra ele.

Plano de assassinato

A Operação Pronta Resposta, deflagrada em agosto de 2025, revelou que integrantes da facção levantavam dados sobre a rotina de Silveira Filho e discutiam formas de executar o atentado.

O grupo investigado incluía empresários apontados como operadores de lavagem de dinheiro do PCC e integrantes com ligação direta com a estrutura financeira da organização criminosa.

As apurações mais recentes indicam que o plano de assassinato pode ter ligação com um esquema de vazamento de informações sigilosas e extorsão envolvendo agentes públicos.

A Operação Infiltrados, deflagrada nesta terça-feira, apura se pessoas com acesso a sistemas oficiais compartilharam dados reservados com integrantes do crime organizado. A investigação também busca esclarecer contatos entre esses agentes e investigados ligados ao plano para matar o promotor do Gaeco.

A trajetória de Amauri Silveira Filho ajuda a explicar por que ele se tornou alvo da facção. Ao longo de mais de 20 anos no Gaeco de Campinas, o promotor atuou em frentes que atingiram diretamente estruturas financeiras, políticas e policiais associadas ao crime organizado no interior paulista.

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