Reale aponta transtornos de personalidade de Bolsonaro e defende interdição

"Já opinei ser a interdição um caminho eventual para Bolsonaro. Não estava a fazer blague. As atitudes habituais permitem supor possível transtorno de personalidade", diz o jurista

Miguel Reale Júnior e Jair Bolsonaro
Miguel Reale Júnior e Jair Bolsonaro (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado | Reuters)
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247 – O jurista Miguel Reale Júnior, que apoiou o golpe de estado contra a ex-presidente Dilma Rousseff, publicou artigo neste fim de semana em que aponta transtornos de personalidade de Jair Bolsonaro e defende sua interdição. "A atitude de Bolsonaro em face da pandemia, 'uma gripezinha', mostra indiferença pelo que poderia acontecer se desrespeitadas as normas de isolamento e quarentena determinadas pela OMS e pelo ex-ministro Mandetta. Na última terça-feira, 28, indagado sobre o aumento do número de mortes, o presidente deu resposta agressiva: 'E daí? Lamento. Eu sou Messias, mas não faço milagres'. A soberba, todavia, revela-se no uso das expressões 'eu sou a Constituição', 'tenho a caneta', 'o presidente sou eu', 'quem manda sou eu'”, lembra o jurista.

"Tais comportamentos indicam possível anormalidade de personalidade, a merecer análise médica acurada. Já opinei ser a interdição um caminho eventual para Bolsonaro. Não estava a fazer blague. As atitudes habituais permitem supor possível transtorno de personalidade", diz o jurista. "O transtorno de personalidade antissocial tem por características a 'indiferença insensível face aos sentimentos alheios; uma atitude flagrante e persistente de irresponsabilidade e desrespeito a regras; a baixa tolerância à frustração; a incapacidade para experimentar culpa e propensão a culpar os outros'. Poderia haver, eventualmente, transtorno de personalidade paranoide, cujos sintomas seriam, por exemplo, 'combativo e obstinado senso de direitos pessoais; tendência a experimentar autovalorização excessiva e preocupação com explicações conspiratórias'”, aponta ainda. 

"São esses os sinais indicativos de possível enquadramento nas categorias psiquiátricas acima lembradas, o que cumpre ser verificado por experts em medida adotada em defesa do País", finaliza Reale.

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