Rebaixado sob o comando do dono do Helicoca, Cruzeiro dá calote

O Cruzeiro anunciou um calote nos credores do clube. Com uma dívida de R$ 700 milhões, o time mineiro anunciou uma moratória de 30 dias para apresentar um plano de sobrevivência. crise é resultado do comando do senador Zezé Perrela no clube -amigo, aliado e patrocinador de Aécio Neves, ele ficou conhecido pelo escânado do Helicoca em 2013

Aecio Neves Zeze Perella Cruzeiro
Aecio Neves Zeze Perella Cruzeiro (Foto: Reprodução)
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247 com O Tempo - Com uma dívida superior a R$ 700 milhões, enfrentando ações na Justiça e uma enorme queda de receita com o rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro, o Cruzeiro vive grave crise. A crise é resultante das ações do senador Zezé Perrela (MDB), que comandou o clube com mão de ferro desde 1994, quando assumiu a presidência pela primeira vez. Perrela, amigo íntimo e patrocinador de Aécio Neves, ficou conhecido nacionalmente quando um helicóptero de sua propriedade foi flagrado, em 2013, transportando meia tonelada de pasta base de cocaína.

Segundo o CEO celeste Vittorio Medioli, a Raposa vai pedir moratória de 30 dias aos credores para apresentar um plano de recuperação financeira.

"Estamos analisando as possíveis soluções, as mais drásticas, as menos drásticas, as paliativas. Ficou definido que vamos pedir aos credores uma moratória de 30 dias, para poder apresentar um plano de efetiva recuperação. Planos de médio e longo prazos que devolvam ao Cruzeiro a importância que sempre teve", declarou o dirigente, nesta terça-feira (24), após a segunda reunião do Núcleo Dirigente Transitório do Cruzeiro na sede do clube, no Barro Preto.

Medioli também garantiu que a Raposa terá transparência e pediu a participação do torcedor estrelado na gestão. "Durante esse período de moratória de 30 dias, apresentaremos um quadro muito detalhado, abriremos as contas do Cruzeiro, pediremos a fiscalização externa voluntária do próprio torcedor e a sua participação", afirmou.

"Claro que as propostas mais drásticas prometem uma recuperação num prazo mais curto. As paliativas vão demorar mais tempo. Será menos dolorida, mas com efeito mais retardado. É como arrancar um tumor e ficar livre dele, ou ficar tratando dele com o risco de que possa voltar", completou.

"Não vejo nada de desesperador, o tempo passa rápido. Temos que enfrentar a Série B, sair dela e estruturar o Cruzeiro", concluiu.

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