Relatório da PF aponta que disputa eleitoral pode ser razão do envolvimento de Brazão na morte de Marielle

Relatório da PF aponta que a disputa por pontos políticos está por trás da suspeita do envolvimento de Domingos Inácio Brazão, conselheiro afastado do TCE-RJ, no homicídio da vereadora Marielle Alves e do motorista Anderson Gome, em março do ano passado. Suspeita está contida em um relatório sigiloso da PF que apura a obstrução às investigações e onde Brazão figura como "o principal suspeito de ser o autor intelectual" do duplo homicídio

(Foto: Mídia NINJA)

247 - Um relatório da Polícia Federal aponta que a disputa por pontos políticos está por trás da suspeita do envolvimento de Domingos Inácio Brazão, conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), no homicídio da vereadora Marielle Alves e do motorista Anderson Gome, em março do ano passado. Segundo reportagem do jornal O Globo, a suspeita está contida em um relatório sigiloso da PF que apura a obstrução às investigações e onde Brazão figura como "o principal suspeito de ser o autor intelectual" do duplo homicídio. 

A suspeita vai de encontro ao depoimento do sargento da PM e miliciano Rodrigo Jorge Ferreira que afirmou que o vereador Marcello Siciliano (PHS-RJ) teria interesse na morte de Marielle em virtude uma possível guerra política entre eles. Uma análise do mapa eleitoral, porém, teria revelado que os dois políticos disputavam votos, em diferentes áreas, com a família Brazão. 

Ainda segundo os investigadores, O nome de Brazão também parece em mensagens trocadas entre Ferreira e a advogada Camila Moreira. ‘A dupla teria engendrado uma trama para apontar o ex-PM Orlando Oliveira de Araújo, o Orlando de Curicica, além de Siciliano, como autores do assassinato. Numa das conversas gravadas pela PF com autorização judicial, Ferreira afirma à Camila que Hélio (Khristian) é "miliciano do colarinho branco ligado a Brazão"’, destaca a reportagem.

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