Reprovado por 81%, Pezão diz que não liga para pesquisas

"Não ligo para isso, pois não corro atrás de popularidade. Não serei mais candidato, então, não preciso disso. Nem me preocupo", disse o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) sobre a baixa aprovação do seu governo, apurada por uma pesquisa do instituto Datafolha; se acordo com o levantamento, 81% da população consideram seu governo ruim ou péssimo

Governador Luiz Fernando Pezão e prefeitos discutem medidas contra a crise econômica nas cidades no entorno do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro em reunião no Palácio Guanabara (Fernando Frazão/Agência Brasil)
Governador Luiz Fernando Pezão e prefeitos discutem medidas contra a crise econômica nas cidades no entorno do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro em reunião no Palácio Guanabara (Fernando Frazão/Agência Brasil) (Foto: Giuliana Miranda)

Rio 247 - O governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) minimizou neste domingo a baixa aprovação do seu governo, apurada por uma pesquisa do instituto Datafolha divulgada na noite de sábado. De acordo com o levantamento, 81% da população consideram seu governo ruim ou péssimo. A margem de erro é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos.

— Não ligo para isso, pois não corro atrás de popularidade. Não serei mais candidato, então, não preciso disso. Nem me preocupo — desdenhou ele, reticente, antes de ponderar: — Só me preocupo com os salários dos funcionários e servidores. Agora, vou correr atrás e fazer o que for necessário. Até o fim de minha gestão, vou colocar isso em dia. Depois que todas as pessoas virem suas contas ajustadas, os índices vão melhorar.

Pezão se referia ao fato de que, na última semana, o governo pagou o salário de agosto a apenas cerca de 35 mil servidores (que recebem até R$ 3.322,72). Ainda assim, 38.607 funcionários ativos, aposentados e pensionistas continuam sem receber vencimentos. A dívida total de sua administração já soma R$ 271,2 milhões.

Numa tentativa de solucionar a questão, será publicado hoje um edital para a realização do leilão de ações da Cedae, que serão transformadas em empréstimo ao estado. Pezão enxerga a alternativa com otimismo. Segundo ele, a oferta vai gerar uma receita de R$ 2,9 bilhões. A previsão anterior, porém, era de receber até R$ 3,5 bilhões.

Segundo o Datafolha, apenas 3% da população aprovam a atuação do peemedebista à frente do Rio, considerando seu governo ótimo ou bom, enquanto 16% avaliam a gestão como regular.

As informações são de reportagem de Gustavo Cunha em O Globo.

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