Salles compara nuvem que encobriu São Paulo a notícia falsa

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, falou em sensacionalismo ao comentar o episódio de uma nuvem de fumaça vinda da Amazônia que encobriu a região do estado de São Paulo e fez o dia virar noite

(Foto: Marcelo Camargo - ABR)

247 - O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, comparou nesta terça-feira (20) a nuvem que encobriu São Paulo e região na última segunda-feira (19) à uma notícia falsa. O fenômeno transformou o dia da maior capital do país em noite por volta das 16h.

De acordo com institutos de metereologia, a nuvem era formada por fumaça de origem de queimadas na Amazônia.

"Alguns disseram que foi a fumaça da Amazônia que encobriu a cidade. Essa afirmação parece até um vídeo que vi, um mês atrás, de um helicóptero do Ibama sendo recebido a tiros e, meia hora depois, mostrou que foi um menino que fez montagem", disse o ministro. 

Salles também usou a morte do cacique Emyra Waiâpi, em meados de julho, para justificar seu ponto de vista. "Igualmente, (parece) o triste falecimento de uma liderança indígena, que alguns órgãos de imprensa se apressaram em dizer que foram garimpeiros que invadiram a reserva e saíram matando. Depois, descobriu que o índio tinha bebido uma cachacinha e caiu no rio, afogado".

O ministro também falou em sensacionalismo durante pronunciamento na abertura da 27ª Feira Internacional da Bioenergia (Fenasucro), em Sertãozinho (SP). "Sensacionalismo na área ambiental não contribui para as melhores práticas e para a defesa efetiva das questões importantes do nosso País".

Ricardo salles tentou encaixar as crescentes tragédias na Amazônia em um contexto de normalidade. "É preciso ter equilíbrio e não ser açodado em assumir certas hipóteses que não se confirmam. Hipóteses foram levantadas prontamente para criar um certo sensacionalismo e não se confirmaram".

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