Sampaoli defende democracia e cita Bolívia ao falar sobre Bolsonaro na Vila Belmiro

"Eu prezo por defender a democracia. Eu vivi a ditadura no meu pais, nunca seria alguém que não defende isso (democracia) e isso é defender que qualquer um pode ir aonde quiser. Veja o que acontece na Bolívia, que a democracia está debilitada", afirmou o tecnico do Santos, Jorge Sampaoli

(Foto: Reuters)
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247 - O técnico do Santos, o argentino Jorge Sampaoli, negou que tenha sido contrário à presença de Jair Bolsonaro na Vila Belmiro para assistir ao clássico entre Santos e São Paulo, que terminou em 1 a 1, neste sábado, pelo Campeonato Brasileiro.

"Isso é democracia. O presidente tem direito de ir aonde quiser, não sei o que pensam de achar que posso impedir a presença de alguém, seria uma falta de respeito", afirmou em entrevista coletiva após o jogo. 

Com posições políticas e ideológicas opostas a de Bolsonaro, o técnico argentino reforçou: "Sobre pensamentos políticos, eu prezo por defender a democracia. Eu vivi a ditadura no meu país, nunca seria alguém que não defende isso (democracia) e isso é defender que qualquer um pode ir aonde quiser. Veja o que acontece na Bolívia, que a democracia está debilitada".

Apesar das reações de diversas torcidas organizadas que repudiavam a sua ida à Vila Belmiro, Bolsonaro insistiu e foi assistir ao clássico contra o São Paulo e foi recebido com gritos de "mito" e "miliciano".

Sampaoli é peronista declarado e identificado com o kirchnerismo. Foi militante contra a ditadura na Argentina.

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