Secretaria comandada por Ricardo Salles coagia funcionários

Em nova ação movida por um funcionário, a justiça trabalhista reconheceu mais uma vez que representantes da Fundação Florestal de São Paulo, sob comando de Ricardo Salles, hoje ministro do meio ambiente do governo de Jair Bolsonaro, cometeram ilegalidades

(Foto: José Cruz - ABR)

247 - Em nova ação movida por um funcionário, a justiça trabalhista reconheceu mais uma vez que representantes da Fundação Florestal de São Paulo, sob comando de Ricardo Salles, hoje ministro do meio ambiente do governo de Jair Bolsonaro, cometeram ilegalidades.  

O site The Intercept teve acesso a nova sentença referente a uma ação trabalhista por coação a funcionários que eram obrigados a cometer ilegalidades. Os que não queriam se envolver na adulteração de  mapas ordenada pelo secretário. O secretário era Ricardo Salles.   

"Tanto a prova oral como a prova documental que instruíram a petição inicial são robustas no sentido de demonstrar que o reclamante estava sendo coagido, por suas superioras hierárquicas, a realizar uma alteração ilícita nos mapas cartográficos referentes ao plano de manejo da Várzea do Tietê", diz a sentença da juíza Fátima Ferreira.   

A sentença destaca o depoimento de uma testemunha, que narrou a pressão feita pelas chefes para que o empregado adulterasse o mapa "de forma urgente, sem nenhuma formalidade, a pedido do Secretário do Meio Ambiente."   Quando esteve à frente da Fundação Florestal de São Paulo, Ricardo Salles, já tinha sido condenado por improbidade administrativa em dezembro do ano passado.   

Apesar do histórico de irregularidades, Ricardo Salles foi nomeado ministro de Bolsonaro duas semanas depois de sua condenação, enquanto recorria do processo.   A justiça também reconheceu o "abalo emocional" do funcionário, alegando que ele "passou a ser perseguido e ameaçado". A Fundação Florestal foi condenada a pagar uma indenização no valor de dez salários por danos morais a ele.  

Oito meses depois da primeira condenação, além da crise externa que enfrenta por causa do alto índice de desmatamento e dos incêndios na Amazônia, Ricardo Salle também passa por problemas dentro de seu ministério. Funcionários do Ibama entraram com uma representação no Ministério Público Federal do Distrito Federal acusando o ministro de “conduta atentatória contra os princípios da administração pública federal” e "assédio moral coletivo".

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