STF decidiu não acatar liminar que daria liberdade a Lula enquanto o habeas corpus não for apreciado

Deputada Margarida Salomão lamentou a decisão da 2ª Turma do STF que negou conceder liberdade ao ex-presidente, mas mantém esperança; "Ainda falta apreciar o HC, o que deverá ocorrer no 2º semestre. #LulaLivreUrgente"

247 - A deputada Margarida Salomão alamentou a decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que negou liberdade ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

"Lamentável decisão do STF.Mas convém explicar direito o que foi decidido. A 2ª turma decidiu não acatar limitar que daria liberdade a Lula enquanto o Habeas Corpus não for apreciado. Logo, ainda falta apreciar o HC, o que deverá ocorrer no 2º semestre. #LulaLivreUrgente", escreveu a parlamentar pelo Twitter. 

Leia, abaixo, reportagem do Conjur sobre o assunto:

2ª Turma decide que Lula deve ficar preso até julgamento de suspeição de Moro

A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal rejeitou proposta do ministro Gilmar Mendes e manteve o ex-presidente Lula preso pelo menos até o julgamento do mérito de uma alegação de suspeição do ex-juiz Sergio Moro. Por maioria, a turma entendeu que não há motivos para soltar o ex-presidente, já que a condenação dele foi confirmada por duas instâncias.

Prevaleceu entendimento do ministro Luiz Edson Fachin, relator Habeas Corpus que discute a suspeição de Moro. Ele foi acompanhado pelos ministros Celso de Mello e Cármen Lúcia. 

A defesa de Lula, feita pelo advogado Cristiano Zanin Martins, alega que o ex-juiz não foi imparcial na condução da ação penal do apartamento no Guarujá (SP). 

Ficaram vencidos Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. Gilmar votou para colocar Lula em liberdade até a 2ª Turma concluir o julgamento da suspeição. No mérito do HC, Fachin e Cármen já votaram contra a suspeição, mas Gilmar pediu vista e ainda não terminou de analisar o pedido, segundo ele baseado em "sete fatos muito complexos".

Como o Supremo entra em recesso esta semana e só volta em agosto, Gilmar propôs que Lula fosse solto enquanto aguarda a discussão sobre a suspeição do juiz que o condenou, hoje ministro da Justiça. 

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