Supremo tenta há dez meses notificar deputado denunciado por corrupção e lavagem de dinheiro

De acordo com denúncia feita pela subprocuradora-geral Lindôra Araújo, a Odebrecht fez pagamentos ao deputado Paulinho da Força (SD-SP) para "comprar o apoio do parlamentar". O processo está parado porque o STF não consegue notificá-lo

Deputado Paulinho da Força
Deputado Paulinho da Força (Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados)
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247 - O Supremo Tribunal Federal (STF) tenta há dez meses notificar o deputado federal Paulo Pereira da Silva (SD-SP), o Paulinho da Força, e o chefe de gabinete do parlamentar a apresentarem defesa em uma denúncia por lavagem de dinheiro e corrupção passiva. O processo está parado aguardando o início do prazo para que os dois se manifestem.

De acordo com denúncia feita pela subprocuradora-geral Lindôra Araújo, a Odebrecht fez pagamentos ao deputado para "comprar o apoio do parlamentar (...) notadamente para orientar, influenciar, arrefecer e dissuadir eventuais sindicais contrários aos negócios" e para "comprar o apoio do parlamentar para o incentivo da participação privada no setor de saneamento básico". A acusação apontou que o chefe de gabinete do deputado, Marcelo de Lima Cavalcanti, recebeu o dinheiro da construtora, em dinheiro vivo, que somaram R$ 1,8 milhão.

A investigação teve como ponto de partida a delação feita por executivos da empreiteira em 2016, e a denúncia foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em 3 de abril de 2020.

Os dois negam as acusações.

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