“Tem clima para parar o Rio?”, indagou Garotinho

Conversa por telefone com bombeiro Benevenuto Daciolo , que est preso, leva ex-governador a ser investigado pela Procuradoria Geral da Repblica (assista vdeo); o que h demais nisso?, perguntou Garotinho, candidamente, a respeito de seu questionamento ao lder grevista; outros polticos suspeitos de incitamento; greve no Rio esvaziada

247 – O deputado Antony Garotinho (PR-RJ) terá de se explicar. Não apenas à opinião, diante da qual ele pode passar a ser visto como um dos incentivadores da greve da Polícia Militar, mas também à Procuradoria Geral da República. Hoje, em Brasília, o procurador-geral Roberto Gurgel anunciou uma investigação para averiguar a relação entre os movimentos grevistas da Bahia e do Rio de Janeiro e parlamentares. Ele já requisitou ao governador da Bahia, Jaques Wagner, informações a respeito das apurações feitas pelo setor de segurança do Estado sobre essas ligações. O mesmo deverá ser feito em relação ao Rio, onde o Estado Maior da PM reuniu provas que possibilitaram a expedição de 14 ordens de prisão pela Justiça Militar.

Garotinho, que entrou em contato com o bombeiro Benevenuto Daciolo – preso em Bangu I por incitamento à greve -, para trocar informações sobre sua atividade parlamentar e a organização do movimento, se defende. “O que há demais em eu ligar para um líder de um movimento e dizer a ele que eu estava trabalhando em Brasília para a aprovação da PEC 300 (proposta de emenda a constituição que institui um piso salarial nacional para os servidores da segurança pública) e assim até evitar que a situação chegasse ao ponto que chegou?”, questionou o deputado em entrevista à Rádio Globo.

Na conversa grampeada que teve com Daciolo, Garotinho diz a ele que está articulando com alguns partidos uma maneira de forçar uma obstrução dos trabalhos do plenário da Câmara Federal, enquanto a PEC 300 não seja votada. Além disso, Garotinho pergunta a Daciolo sobre a possibilidade da greve no Rio acontecer e sugere que o cabo, que estava na Bahia acompanhando o movimento dos policiais militares grevistas, vá a Brasília para também pressionar pela aprovação da PEC.

“Também não há nada demais em procurar saber com esta mesma liderança sobre a real possibilidade da greve. Antes de eu ligar, o deputado paranaense (Fernando) Francischini (PSDB-PR), tinha comentado a situação do movimento no Paraná e me perguntou como estava a situação no Rio, eu disse que não sabia, mas que iria me informar”, afirmou Garotinho.

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247 -  O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, vai investigar o possível envolvimento de parlamentares na greve de policiais militares deflagrada no final de janeiro na Bahia e que se estendeu para outros pontos, como o Rio de Janeiro. Nesta sexta-feira, 10, Gurgel pediu oficialmente ao governador baiano, Jaques Wagner, a remessa das gravações de conversas telefônicas interceptadas com autorização judicial entre policiais militares em greve.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), as conversas fazem referências a condutas praticadas por pessoas com foro privilegiado, como deputados federais. A possível participação dessas pessoas na greve será investigada. As gravações mostram, por exemplo, que o deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) conversou por telefone com o cabo Daciollo, líder do movimento dos bombeiros no Rio de Janeiro.

Na Bahia, a Procuradoria da República autuou uma notícia-crime para investigar o movimento grevista. De acordo com o MPF, os suspeitos podem ter cometido crimes previstos na Lei de Segurança Nacional. Na lista estariam sabotagem contra instalações militares, meios e vias de transporte, tentativa de impedir o livre exercício do Poder Legislativo ao ocuparem a Assembleia Legislativa, exercer o controle de aeronave, embarcação ou veículo de transporte coletivo com emprego de violência ou grave ameaça à tripulação e incitar à prática de qualquer dos crimes previstos na Lei de Segurança Nacional.

 

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