Velhas oligarquias ou jovens políticos

A eleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ), filho do ex-prefeito do Rio de Janeiro César Maia (DEM-RJ), como presidente da Câmara dos Deputados traz à tona um fenômeno curioso: a sucessão nas velhas oligarquias da política; jovens como Rodrigo Maia, Marco Antônio Cabral, Leonardo Picciani e Flávio Bolsonaro queimam etapas e assumem protagonismo na política; o resultado pode ser a manutenção do status quo; Mas no pleito de 2016, ao menos a população do Rio tem começado a se familiarizar com novas caras, a exemplo do ativista David Miranda, candidato a vereador pelo PSOL

A eleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ), filho do ex-prefeito do Rio de Janeiro César Maia (DEM-RJ), como presidente da Câmara dos Deputados traz à tona um fenômeno curioso: a sucessão nas velhas oligarquias da política; jovens como Rodrigo Maia, Marco Antônio Cabral, Leonardo Picciani e Flávio Bolsonaro queimam etapas e assumem protagonismo na política; o resultado pode ser a manutenção do status quo; Mas no pleito de 2016, ao menos a população do Rio tem começado a se familiarizar com novas caras, a exemplo do ativista David Miranda, candidato a vereador pelo PSOL
A eleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ), filho do ex-prefeito do Rio de Janeiro César Maia (DEM-RJ), como presidente da Câmara dos Deputados traz à tona um fenômeno curioso: a sucessão nas velhas oligarquias da política; jovens como Rodrigo Maia, Marco Antônio Cabral, Leonardo Picciani e Flávio Bolsonaro queimam etapas e assumem protagonismo na política; o resultado pode ser a manutenção do status quo; Mas no pleito de 2016, ao menos a população do Rio tem começado a se familiarizar com novas caras, a exemplo do ativista David Miranda, candidato a vereador pelo PSOL (Foto: Gisele Federicce)

Por Tito Faria, especial para o 247 - A eleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ), filho do ex-prefeito do Rio de Janeiro César Maia (DEM-RJ), como presidente da Câmara dos Deputados traz à tona um fenômeno curioso: a sucessão nas velhas oligarquias da política. Jovens como Rodrigo Maia, Marco Antônio Cabral, Leonardo Picciani e Flávio Bolsonaro queimam etapas e assumem protagonismo na política. O resultado pode ser a manutenção do status quo.

Nos clássicos da literatura democrática, é comum vermos o Legislativo tratado como o poder mais importante, pois possui mais atribuições e maior controle sobre os outros, além de influir mais em nossas vidas. Neste aspecto, olhar para a Câmara Municipal do Rio de Janeiro deveria nos preocupar. Jorge Fellipe, seu presidente, encontra-se em seu 5º mandato e os vereadores lá sentados nos demonstram que aquela casa não pretende renovar seus quadros. O Legislativo carioca age como se vivêssemos em prosperidade e continuidade fosse mais importante que progresso.

Mas no pleito de 2016, partidos recém-criados e políticos debutarão e devem surpreender. No Rio de Janeiro, por exemplo, a população tem começado a se familiarizar com novas caras. Alguns jovens põem a cara a tapa e, buscando mudar o país, decidem não apenas enfrentar as urnas, mas enfrentar o establishment político brasileiro. Assim procedem vários pré-candidatos dos mais variados partidos que têm tudo para chamar a atenção do eleitorado. Este é o caso do engenheiro eletricista pelo Instituto Militar de Engenharia Leandro Lyra (NOVO) e do ativista David Miranda (PSOL).

Lyra - ­vencedor de diversos prêmios acadêmicos e formado pelo Instituto Militar de Engenharia (IME), Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), École Polytechnique e Harvard - ­é tudo menos um político convencional. Apoiando-se na capacidade das redes sociais e em sua vontade de transformar o país, diz que entrou na política para tentar mudar a situação atual do Rio: "Encontramos, no Brasil, uma das maiores crises político-econômicas de nossa história. Com a confiança abalada, o empreendedor não se sente seguro para investir e a população vê cada dia mais distante o progresso com que tanto sonha. A situação do Rio de Janeiro consegue ser ainda mais grave. Precisamos combater a crise com investimento, e isso passa, necessariamente, por uma Câmara engajada com as boas práticas econômicas".

Miranda - um ativista com texto ácido e capacitado - se apresentou ao Brasil num caminho inverso. Foi o grande nome da campanha de concessão de asilo politico ao ex-agente da CIA Edward Snowden. Em um artigo no jornal inglês The Guardian declarou que: "as elites políticas e a mídia do Brasil têm brincado com os mecanismos de democracia. Isso é um jogo perigoso para se jogar em qualquer lugar, porém mais ainda em uma democracia tão jovem com uma história recente de instabilidade política e tirania, e onde milhões estão furiosos com a crise econômica que enfrentam". O que gerou uma carta-resposta de ninguém menos que João Roberto Marinho, atual figurão e herdeiro do jornalista Roberto Marinho. O pré-candidato a vereador pelo PSOL é critico à influência da chamada "Grande Mídia" no estado brasileiro, se posicionando abertamente contrário ao impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Se deveríamos temer ou exaltar os rumos da política nacional, apenas o tempo dirá. Mais que uma escolha entre esquerda e direita, somos postos a acreditar que vivemos uma conscientização e renovação dos quadros ou na consolidação de velhas práticas. Portanto, nossos votos nessas eleições dirão não apenas em qual lado do espectro político nos posicionamos, mas se acreditamos que o Brasil deve ou não seguir novos rumos.

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