'Viado tem que morrer', disse homem que deu 3 tiros em vizinho gay

Aposentado que "não queria gay no prédio" deu três tiros em seu vizinho neste domingo (22), no centro de São Paulo, incomodado com festa que a vítima promoveu na véspera: "viado tem que morrer", disse

Adel Abdo e Rafael Dias
Adel Abdo e Rafael Dias (Foto: Reprodução)
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247 - O aposentado Adel Abdo, 89, foi preso em flagrante neste domingo (22) após disparar três vezes com um revólver calibre 22 no contador Rafael Dias, seu vizinho no centro de São Paulo, informa o Uol.

Atingido no rosto por um dos projéteis, Rafael Dias, de 33 anos, foi internado e operado na Santa Casa de Misericórdia. O quadro de saúde é considerado estável.

"As agressões teriam começado no sábado (21), quando a vítima promoveu uma festa no prédio onde mora na República, centro da capital. Um participante afirma que o aposentado ameaçou 'meter bala' nos convidados, que 'viado tinha que morrer' e que não queria 'gay no prédio dele'", conta a reportagem.

"Para ser sincero, a confusão só começou porque era uma festa com pessoas gays", relata o amigo Igor Fernandes. Testemunhas também afirmam que o autor dos disparos fez insultos homofóbicos antes e depois de atirar. O caso foi registrado como tentativa de homicídio pelo 2º DP Bom Retiro, mas o advogado da vítima, José Beraldo, vai defender que o crime seja investigado como homofobia.

Para o jornalista e ativista LGBT William De Lucca, "a homofobia é um câncer neste país e não há movimentação para a criminalização da intolerância no Congresso e de uma política de educação para a diversidade no país", referindo-se à pauta que, por ora, andou somente no STF.


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