Vídeo destaca a luta das mulheres negras

Manifestação na orla do Rio de Janeiro chama a atenção para a desigualdade e a discriminação vividas diariamente por mulheres negras em todo o País; Elas ocupam 1,6% das posições na gerência e 0,4% no quadro executivo das empresas - a situação só se inverte nas vagas de início de carreira ou com baixa exigência de profissional: negras são 57,5% de estagiárias e 58,2% das trainees

Manifestação na orla do Rio de Janeiro chama a atenção para a desigualdade e a discriminação vividas diariamente por mulheres negras em todo o País; Elas ocupam 1,6% das posições na gerência e 0,4% no quadro executivo das empresas - a situação só se inverte nas vagas de início de carreira ou com baixa exigência de profissional: negras são 57,5% de estagiárias e 58,2% das trainees
Manifestação na orla do Rio de Janeiro chama a atenção para a desigualdade e a discriminação vividas diariamente por mulheres negras em todo o País; Elas ocupam 1,6% das posições na gerência e 0,4% no quadro executivo das empresas - a situação só se inverte nas vagas de início de carreira ou com baixa exigência de profissional: negras são 57,5% de estagiárias e 58,2% das trainees (Foto: Aquiles Lins)
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Rio 247 - Centenas de pessoas acompanharam neste domingo (30) a III Marcha das Mulheres Negras, na Avenida Atlântica, na orla de Copacabana, Zona Sul do Rio. A manifestação tinha como objetivo chamar a atenção para a desigualdade e a discriminação vividas diariamente por mulheres negras em todo o País.

De acordo com dados divulgados em 2016 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre 2005 e 2015, o porcentual de negros e negras universitários saltou de 5,5% para 12,8%. No entanto, esse crescimento não se verifica no mercado de trabalho. Nas empresas, negros ocupam apenas 6,3% de cargos na gerência e 4,7% no quadro executivo, embora representem mais da metade da população brasileira.

Neste contexto, a presença de mulheres negras, em comparação aos homens, é ainda mais desfavorável: elas preenchem apenas 1,6% das posições na gerência e 0,4% no quadro executivo. A situação só se inverte nas vagas de início de carreira ou com baixa exigência de profissional, como em nível de aprendizes (57,5%) e traines (58,2%).

Outro desafio da população negra é a disparidade salarial. A Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE indica isso. No início de sua série histórica, em 2003, um negro não ganhava nem metade do salário de um branco (48%). Fazendo a mesma comparação, em 2015, um negro passou a ganhar pouco mais da metade dos rendimentos de um branco (59%).

O mandato da deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) divulgou nesta sexta-feira, 4, um vídeo em defesa das mulheres negras, por ocasião da 13ª edição do Congresso Mundial de Mulheres, que acontece entre os dias 30 de julho e 4 de agosto, no Instituto de Estudos de Gênero da Universidade Federal de Santa Catarina, em Florianópolis.

Assista acima. 

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