Witzel diz que vai denunciar o Paraguai na ONU pela 'quantidade de armas que chega ao Rio'

Admirador de tiro, o governador Wilson Witzel disse que vai apresentar denuncia na ONU contra o governo paraguaio por conta da quantidade de armas que, segundo ele, chegam ao Rio de Janeiro oriundas do Paraguai. "É preciso que o Conselho de Segurança da ONU tome providências a fim de que países que vendem armas ao Paraguai sejam proibidos de vender armas e munições ao Paraguai", disse

Wilson Witzel denunciado na ONU
Wilson Witzel denunciado na ONU
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247 - Responsável por uma politica desastrosa de segurança pública, classificada pelo Ministério Público Federal como "ineficiente e incompatível com a democracia, o governador Wilson Witzel afirmou que vai entrar com uma representação na ONU contra o governo paraguaio "em razão da quantidade de armas que sai do Paraguai e chega ao Rio de Janeiro". Segundo o jornal O Globo, ele comunicou sua decisão ao ministro da Justiça, Sérgio Moro.

"É preciso que o Conselho de Segurança da ONU tome providências a fim de que países que vendem armas ao Paraguai sejam proibidos de vender armas e munições ao Paraguai", disse ele, sem apresentar provas ou dados para sustentar tal afirmação.

O discurso de Witzel contrasta com as declarações sobre o prazer que ele sente em atirar. Ele já postou vídeo nas redes sociais em que aparece eufórico sobrevoando o Complexo do Alemão de helicóptero fazendo disparos de fuzil contra moradores. Além disso, por decisão do governo Jair Bolsonaro, o porte e posse de armas foram flexibilizados e o brasileiro terá acesso facilitado para adquirir e andar com armas pelas cidades.

Em agosto, durante palestra no Fórum Nacional da Associação das Entidades Representativas de Policiais Militares e Bombeiros Militares do Brasil, em Vitória, Witzel disse ter provas de que Bolívia,  Paraguai  e  Peru são lenientes com o tráfico de drogas e armas. 

"Esses chefões e gerentes do crime organizado estão na sociedade e estão trabalhando livremente junto aos carteis de armas do Paraguai, da Colômbia, da Bolívia e do Peru. E nós estamos dormindo em berço esplêndido. Eu pretendo levar à ONU provas concretas que esses países são lenientes com o crime organizado que nos atinge. Ou os países da América do Sul se unem para combater o crime organizado, ou o Brasil terá que liderar esse processo junto a esses países", afirmou na época.

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