Witzel nunca visitou a Fundação para Infância e Adolescência, diz secretária

Exonerada pelo governador, a secretária de Direitos Humanos Fabiana Bentes discordou das críticas de Witzel sobre a eficácia da Fundação, "não sei de onde ele tirou essa ideia de que a FIA não funciona. O governador fala isso porque nunca a visitou".

Governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel PSC
Governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel PSC (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

247 - Exonerada pelo governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, da secretaria estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Fabiana Bentes fez duras críticas ao governador, que declarou que a Fundação para Infância e Adolescência (FIA) não apresentou um "trabalho efetivo".

Não sei de onde ele tirou essa ideia de que a FIA não funciona, de que ela está fechada. O governador fala isso porque nunca a visitou, desde que eu assumi a secretaria. Na última quinta-feira, inclusive, tivemos um evento com 14 alunos da FIA, no projeto "Raízes". O governador também não compareceu. Identifiquei e limei a existência de 45 funcionários fantasmas na secretaria e, até hoje, meu último dia de governo, não usei o carro oficial do governo um dia sequer. Circulei com a minha própria gasolina pelo estado. Não faltou empenho e dedicação.

Ainda nesta segunda-feira, Witzel explicou o motivo da saída de Fabiana Bentes da secretaria.

A Fundação para a Infância e Adolescência sofreu uma intervenção e já está há seis meses nessa situação. E até agora não tivemos um resultado efetivo do trabalho da FIA. Não podemos ficar esperando. Eu tenho feito muitos pedidos aos secretários. Cobro muito dos secretários e aqueles que não se sentirem confortáveis, podem pedir para sair ou eu exonero — disse.

Fabiana Bentes ainda comentou a criação de uma nova secretaria pelo governo do Rio de Janeiro: Secretaria de Vitimização e Amparo à Pessoa com Deficiência. 

Exercemos essa função desde 1º de janeiro. No dia 2 de janeiro, fui pessoalmente, junto com o governador, ao enterro de um policial militar. E prestamos toda a assistência que podíamos à família do policial. Já atuávamos nessa questão, só não tínhamos verba. Tanto que esse trabalho foi mostrado no relatório dos "180 dias". 

De acordo com Witzel, a nova secretaria tem o objetivo de “cuidar da vitimização dos policiais e das pessoas com deficiência, mas não só isso, vitimização de maneira ampla”.

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