Após cassação de Cunha, Richa é hostilizado no PR

O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), foi “homenageado” num clube de Curitiba após a aprovação da cassação de seu aliado Eduardo Cunha (PMDB-RJ); “Ei, Richa, vai tomar no…” repetia exaustivamente, uníssona, a plateia curitibana (veja o vídeo); o tucano, cujo partido ocupa três ministérios no governo Michel Temer, esteve em Brasília para solidarizar-se com Cunha

O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), foi “homenageado” num clube de Curitiba após a aprovação da cassação de seu aliado Eduardo Cunha (PMDB-RJ); “Ei, Richa, vai tomar no…” repetia exaustivamente, uníssona, a plateia curitibana (veja o vídeo); o tucano, cujo partido ocupa três ministérios no governo Michel Temer, esteve em Brasília para solidarizar-se com Cunha
O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), foi “homenageado” num clube de Curitiba após a aprovação da cassação de seu aliado Eduardo Cunha (PMDB-RJ); “Ei, Richa, vai tomar no…” repetia exaustivamente, uníssona, a plateia curitibana (veja o vídeo); o tucano, cujo partido ocupa três ministérios no governo Michel Temer, esteve em Brasília para solidarizar-se com Cunha (Foto: Leonardo Lucena)

247, com Blog do Esmael - O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), foi “homenageado” num clube de Curitiba (PR) após a aprovação da cassação de seu aliado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). “Ei, Richa, vai tomar no ‘caju’…” repetia exaustivamente, uníssona, a plateia curitibana.

O governador tucano esteve ontem em Brasília para solidarizar-se com Cunha e fazer lobby para Abelardo Lupion (DEM) na Itaipu Binacional. Richa tenta barrar a indicação Rocha Loures (PMDB) na empresa de energia. 

O PSDB, de Richa, ocupa quatro cargos no governo Michel Temer. O senador José Serra (SP), o deputado federal Bruno Araújo (PE) e o ex-secretário de segurança pública do estado de São Paulo Alexandre de Moraes foram nomeados respectivamente para os Ministérios de Relações Exteriores, Cidades, e Justiça e Cidadania. Além deles, a socióloga Maria Helena Guimarães de Castro é a secretária-executiva do Ministério da Educação.

Entenda as acusações contra Cunha

O deputado Eduardo Cunha foi alvo de um processo por quebra de decoro parlamentar. Ele disse, em seu depoimento à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Petrobras, em março de 2015, que não possuía contas no exterior. Mas documentos enviados por autoridades suíças à Procuradoria Geral da República (PGR) apontaram que ele mantinha ao menos quatro contas no País europeu. 

O processo de Cunha no Conselho de Ética da Câmara é considerado o mais longo no colegiado. A representação contra o parlamentar foi entregue pelo PSOL e pela Rede Sustentabilidade à Mesa Diretora da Casa, no dia 13 de outubro de 2015. A Mesa, comandada por Cunha, que presidia a Câmara, levou o prazo máximo de 14 dias para numerar a representação e enviá-la ao Conselho de Ética, o que retardou o início dos trabalhos. O processo foi instaurado quase um mês após representação, em 3 de novembro de 2015.

Agora o processo contra o congressista precisa ser analisado em plenário. Para que ele seja cassado, é preciso pelo menos 257 votos, a maioria absoluta dos 513 deputados.

Em março deste ano, Cunha passou a ser réu na primeira ação penal no STF originada das investigações da Operação Lava Jato, pois no dia 3 daquele mês, Supremo Tribunal Federal (STF) acolheu, por 10 votos a 0, a denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra Eduardo Cunha por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O peemedebista é acusado de exigir e receber ao menos US$ 5 milhões em propina de um contrato do estaleiro Samsung Heavy Industries com a Petrobras. 

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) julgará em 22 de junho a segunda denúncia apresentada pela PGR contra Cunha, justamente a que está relacionada às contas bancárias no exterior, disse nesta terça-feira (14) à Reuters uma fonte com conhecimento do andamento da ação.

Além da acusação negociar propina para o contrato do estaleiro e de ter mentido na CPI da Petrobras ao negar ter contas no exterior, Cunha enfrenta uma terceira acusação. Um dos delatores da 'Lava Jato', o empresário Ricardo Pernambuco Júnior, da Carioca Engenharia, afirmou que as empresas ligadas à construção do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro, teriam que pagar R$ 52 milhões em propinas [cerca de ou 1,5% do valor total dos Certificados de Potencial de Área Construtiva (Cepac)] a Cunha (veja aqui).

 

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