Baiano mandou para Delcídio R$ 1,5 mi ‘em caixa’, diz economista

O economista Antônio Alberto Leite Godinho afirmou à Polícia Federal que, entre 2006 e 2007, em nome do então senador Delcídio Amaral (sem partido-MS), recebeu R$ 1,5 milhão do operador de propinas e delator da Lava Jato Fernando Falcão Soares, conhecido como Fernando Baiano; Godinho disse que foram enviados a ele "em várias ocasiões, pacotes de dinheiro deixados na portaria do prédio"; de acordo com o economista, os valores pagaram credores da campanha de Delcídio ao governo do Mato Grosso do Sul, em 2006

O economista Antônio Alberto Leite Godinho afirmou à Polícia Federal que, entre 2006 e 2007, em nome do então senador Delcídio Amaral (sem partido-MS), recebeu R$ 1,5 milhão do operador de propinas e delator da Lava Jato Fernando Falcão Soares, conhecido como Fernando Baiano; Godinho disse que foram enviados a ele "em várias ocasiões, pacotes de dinheiro deixados na portaria do prédio"; de acordo com o economista, os valores pagaram credores da campanha de Delcídio ao governo do Mato Grosso do Sul, em 2006
O economista Antônio Alberto Leite Godinho afirmou à Polícia Federal que, entre 2006 e 2007, em nome do então senador Delcídio Amaral (sem partido-MS), recebeu R$ 1,5 milhão do operador de propinas e delator da Lava Jato Fernando Falcão Soares, conhecido como Fernando Baiano; Godinho disse que foram enviados a ele "em várias ocasiões, pacotes de dinheiro deixados na portaria do prédio"; de acordo com o economista, os valores pagaram credores da campanha de Delcídio ao governo do Mato Grosso do Sul, em 2006 (Foto: Leonardo Lucena)

Paraná 247 - O economista Antônio Alberto Leite Godinho afirmou à Polícia Federal que, entre 2006 e 2007, em nome do então senador Delcídio Amaral (sem partido-MS), recebeu R$ 1,5 milhão do operador de propinas e delator da Lava Jato Fernando Falcão Soares, conhecido como Fernando Baiano. Godinho disse que foram enviados a ele "em várias ocasiões, pacotes de dinheiro deixados na portaria do prédio". De acordo com o economista, os valores pagaram credores da campanha de Delcídio ao governo do Mato Grosso do Sul, em 2006.

"Em algum dos encontros que travou com Delcídio Amaral, este lhe mostrou uma lista com diversas pessoas e empresas, as quais seriam credores da campanha eleitoral ao Governo do Estado do Mato Grosso do Sul, realizada naquele ano de 2006; que o então senador queixou-se de que estava enfrentando muitas dificuldades para saldar tais dívidas, alegando que recém havia obtido a possibilidade de um apoio financeiro no Rio de Janeiro; perguntando ao declarante (Antônio Godinho) se este poderia prestar-lhe ajuda para a operacionalização desses pagamentos; que a tarefa do declarante seria apanhar os valores e realizar o pagamento dos credores das dívidas de campanha", disse Godinho em depoimento.

O economista afirmou que Delcídio lhe passou um número de telefone para que fosse feito um primeiro contato com Fernando Baiano, "que seria o responsável por disponibilizar os valores no Rio". "Ao chegar no endereço, o declarante conversou pessoalmente com Fernando Soares, mas não obteve nenhum valor, tendo apenas tratado a respeito", disse. "Fernando Soares confirmou que disponibilizaria os valores, cerca de R$ 1,5 milhão, mas não dispunha, naquela oportunidade, de nenhuma parcela dessa monta".

 Em março deste ano, "Godinho" foi citado pelo ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró. Segundo o ex-diretor, em 2006 Delcídio pediu contribuição financeira para "auxiliá-lo na campanha eleitoral". Ele declarou que Baiano repassou US$ 1,5 milhão "a uma pessoa ligada a Delcídio do Amaral de nome Godinho, indicada pelo senador".

Em delação, Delcídio relatou que informou a Cerveró que Godinho, "amigo de longa data", iria procurá-lo para receber US$ 1 milhão, a ser entregue por Fernando Baiano. O ex-parlamentar afirmou que o valor recebido não foi contabilizado oficialmente por ele e as dívidas de campanha foram pagas. Delcídio afirmou se arrepender "da campanha eleitoral que disputou em 2006 e que soube, posteriormente, que a origem desses recursos teria advindo de propinas pagas a partir da compra da Refinaria de Pasadena, no valor global de US$ 15 milhões".

 

 

 

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