Bolsonaro quer ser o ditador do Brasil, diz Angelo Vanhoni

Durante o Encontro de Assinantes do 247 em Curitiba, o ex-deputado federal falou sobre o movimento de extrema-direita no país e os desafios da esquerda brasileira e paranaense na luta contra o autoritarismo; “O desejo íntimo do Bolsonaro é ser o ditador do Brasil, o desejo íntimo do povo brasileiro é não permitir que isso aconteça”, disse; assista

247 - O ex-deputado federal Angelo Vanhoni falou durante o Encontro de Assinantes do 247 em Curitiba, no Paraná, sobre a política do atual governo e do “desejo íntimo” de Bolsonaro que, segundo Vanhoni, é ser o ditador do Brasil. Ele também comentou sobre os caminhos da esquerda para frear o desmonte provocado pela extrema-direita no país.

“É gravíssimo o que está acontecendo com a sociedade brasileira com a vitória do Bolsonaro na última eleição. Há um movimento de extrema-direita consolidado no país, tem o apoio de grande parcela do Judiciário, dos militares, dos principais canais de televisão e veículos da mídia tradicional do país e tem o apoio concentrado do empresariado, capitaneado pelo sistema financeiro no país”, avalia. 

Ele também falou da política econômica do atual governo. “Para esse pessoal que está governando, a visão é a seguinte: o Brasil de 210 milhões de brasileiros não tem lugar no orçamento do país, não tem possibilidade de que o empresariado, as empresas e a riqueza do Brasil pague um salário mínimo, que tenha que pagar 13°, que tenha que pagar abono, férias. Já estão mostrando isso ao fazerem a reforma da Previdência”, advertiu. 

Sobre a esquerda, Vanhoni avaliou que é este campo da política que abriga os desejos da população brasileira e que a perda de popularidade de Bolsonaro abre a oportunidade para que o campo progressista aumente seu potencial.  

“O desejo íntimo do Bolsonaro é ser o ditador do Brasil, esse é o desejo íntimo do Bolsonaro, ele ainda tem que dar entrevista como ditador. O desejo íntimo do povo brasileiro é não permitir que isso aconteça. Tem 20% já do eleitorado do Bolsonaro que já está descontente com o voto que deu a ele na eleição passada. Nós, da esquerda, temos que saber, em primeiro lugar, aglutinar os partidos de esquerda, segundo, ter o acolhimento e aglutinar todas as organizações da sociedade (coletivos, centrais sindicais, centros acadêmicos) em uma frente que possa fazer a organização da luta”. 

Para ele, a retomada da estabilidade democrática do país passa pela resistência no parlamento e a luta com a sociedade para a volta dos direitos. “Nesse próximo período teremos muita luta, luta de rua, de manifestação, luta que vamos defrontar e denunciar o que está acontecendo no Brasil”, frisou. 

E completa: “Temos que ter a capacidade de coesionar e chamar para esse processo todos os setores progressistas que quiserem vir para a gente combinar duas coisas: a resistência no parlamento e a força viva da sociedade. Se nós tivermos a capacidade de fazer essa união entre o que a sociedade está pensando, sentindo, a angústia que está sofrendo ao que está acontecendo, e se a gente conseguir mobilizar esse conjunto das forças políticas e sociais vamos obter as vitórias que a gente precisa”. 

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