Braço direito de Beto Richa é investigado em desvio de R$ 17 mi

Braço direito do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), o também tucano Valdir Rossoni é investigado pela Procuradoria-Geral de Justiça e o Ministério Público do Paraná por um esquema de corrupção que teria desviado ao menos R$ 17 milhões da construção de escolas estaduais; as investigações sugerem que havia um conluio entre poder público e iniciativa privada para desviar recursos da Educação, atingindo verbas federais e estaduais; as construtoras contratadas fraudavam as medições de desenvolvimento das obras por fiscais para conseguir a liberação de recursos da secretaria

Valdir Rossoni e Beto Richa
Valdir Rossoni e Beto Richa (Foto: Giuliana Miranda)

Paraná 247 - Secretário da Casa Civil e braço direito do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), o também tucano Valdir Rossoni é investigado pela Procuradoria-Geral de Justiça e o Ministério Público do Paraná por um esquema de corrupção. As investigações sugerem que havia um conluio entre poder público e iniciativa privada para desviar recursos da Educação, atingindo verbas federais e estaduais. Esquema pode ter chegado a R$ 17 milhões.  As construtoras contratadas fraudavam as medições de desenvolvimento das obras por fiscais para conseguir a liberação de recursos da secretaria.

As informações são de reportagem de Amanda Audi na Folha de S.Paulo

"Os projetos quase não saíram do papel. Paralisadas, as obras afetam a vida de pelo menos 50 mil estudantes, segundo o Ministério Público.

A reportagem teve acesso a documentos em análise na Procuradoria. São indícios reunidos por funcionários da construtora Valor –principal agente dos desvios–, que agora colaboram com a Justiça. O caso corre em sigilo.

Segundo a apuração, uma das empresas investigadas operava no mesmo endereço do escritório político de Rossoni, no edifício Palladion.

A PB teria funcionado entre julho de 2013 e dezembro de 2014. A suspeita é que Rossoni também usaria a sala nesse período.

A J4RL recebeu pelo menos três pagamentos da Valor em abril, maio e junho de 2012, que somam R$ 10 mil. O motivo dos depósitos também está sendo investigado.

As primeiras obras da construtora começaram e foram concluídas em Bituruna, reduto eleitoral de Rossoni, quando seu filho, Rodrigo Rossoni, era prefeito. A partir de então, a empresa começou a vencer licitações do governo estadual.

Em depoimento ao Ministério Público, a responsável pelos pagamentos à Valor, Nilda Mattos Guerner, disse que estranhava a construtura vencer todas as concorrências do governo."

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