Cabral solto seria uma afronta diante da crise do Rio, diz Moro

Juiz federal Sério moro, autor de um dos dois mandados de prisão contra o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB), escreveu em sua decisão que seria uma "afronta" deixar em liberdade os investigados usufruindo do "produto milionário de seus crimes", enquanto a população do Rio sofre com a "notória situação de ruína das contas públicas"; para Moro, o tamanho dos supostos crimes cometidos justifica a prisão preventiva de Cabral e das outras pessoas envolvidas no caso; "A magnitude e a reiteração delitiva caracterizam risco à ordem pública", afirma o magistrado

Juiz federal Sério moro, autor de um dos dois mandados de prisão contra o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB), escreveu em sua decisão que seria uma "afronta" deixar em liberdade os investigados usufruindo do "produto milionário de seus crimes", enquanto a população do Rio sofre com a "notória situação de ruína das contas públicas"; para Moro, o tamanho dos supostos crimes cometidos justifica a prisão preventiva de Cabral e das outras pessoas envolvidas no caso; "A magnitude e a reiteração delitiva caracterizam risco à ordem pública", afirma o magistrado
Juiz federal Sério moro, autor de um dos dois mandados de prisão contra o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB), escreveu em sua decisão que seria uma "afronta" deixar em liberdade os investigados usufruindo do "produto milionário de seus crimes", enquanto a população do Rio sofre com a "notória situação de ruína das contas públicas"; para Moro, o tamanho dos supostos crimes cometidos justifica a prisão preventiva de Cabral e das outras pessoas envolvidas no caso; "A magnitude e a reiteração delitiva caracterizam risco à ordem pública", afirma o magistrado (Foto: Aquiles Lins)

Paraná 247 - O juiz federal Sério moro, autor de um dos dois mandados de prisão contra o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB), escreveu em sua decisão que seria uma "afronta" deixar em liberdade os investigados usufruindo do "produto milionário de seus crimes", enquanto a população do Rio sofre com a "notória situação de ruína das contas públicas".

"Essa necessidade [da prisão] faz-se ainda mais presente diante da notória situação de ruína das contas públicas do Governo do Rio de Janeiro. Constituiria afronta permitir que os investigados persistissem fruindo em liberdade do produto milionário de seus crimes, inclusive com aquisição, mediante condutas de ocultação e dissimulação, de novo patrimônio, parte em bens de luxo, enquanto, por conta da gestão governamental aparentemente comprometida por corrupção e inépcia, impõe-se à população daquele estado tamanhos sacrifícios, com aumento de tributos, corte de salários e de investimentos públicos e sociais. Uma versão criminosa de governantes ricos e governados pobres", disse o juiz.

Sérgio Cabral e vários ex-auxiliares foram presos nesta quinta-feira, 17, durante a operação Calicute, 37ª fase de operação Lava Jato. Ele é acusado pelo Ministério Público Federal de receber propinas mensais, entre R$ 200 mil e R$ 500 mil, das empreiteiras Andrade Gutierrez e Carioca Engenharia em troca de contratos no governo do estado. 

Para Moro, o tamanho dos supostos crimes cometidos justifica a prisão preventiva de Cabral e das outras pessoas envolvidas no caso. "A magnitude e a reiteração delitiva caracterizam risco à ordem pública", afirma o magistrado.

 

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