Campanha de Richa arrecadou R$ 4,3 mi em propinas, diz delator

Auditor da receita Estadual do Paraná Luiz Antônio de Souza, que firmou acordo de delação premiada, disse em seu depoimento que foram arrecadados R$ 4,3 milhões em propinas para a campanha eleitoral do governador Beto Richa (PSDB) em 2014 por  meio de um esquema existente em sete delegacias regionais da receita estadual; como o tucano possui foro privilegiado, caso está sob os cuidados do Superior Tribunal de Justiça (STJ); Richa e o PSDB negam irregularidades e afirmam que todas as doações recebidas foram legais

Auditor da receita Estadual do Paraná Luiz Antônio de Souza, que firmou acordo de delação premiada, disse em seu depoimento que foram arrecadados R$ 4,3 milhões em propinas para a campanha eleitoral do governador Beto Richa (PSDB) em 2014 por  meio de um esquema existente em sete delegacias regionais da receita estadual; como o tucano possui foro privilegiado, caso está sob os cuidados do Superior Tribunal de Justiça (STJ); Richa e o PSDB negam irregularidades e afirmam que todas as doações recebidas foram legais
Auditor da receita Estadual do Paraná Luiz Antônio de Souza, que firmou acordo de delação premiada, disse em seu depoimento que foram arrecadados R$ 4,3 milhões em propinas para a campanha eleitoral do governador Beto Richa (PSDB) em 2014 por  meio de um esquema existente em sete delegacias regionais da receita estadual; como o tucano possui foro privilegiado, caso está sob os cuidados do Superior Tribunal de Justiça (STJ); Richa e o PSDB negam irregularidades e afirmam que todas as doações recebidas foram legais (Foto: Paulo Emílio)

247 - O auditor da receita Estadual do Paraná Luiz Antônio de Souza, disse em seu acordo de delação que foram arrecadados R$ 4,3 milhões em propinas para a campanha eleitoral do governador Beto Richa (PSDB) em 2014. Segundo ele, os recursos foram arrecadados por meio de um esquema existente em sete delegacias regionais da receita estadual. O caso está sob os cuidados do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em razão do foro privilegiado do tucano.

As investigações apontam que o esquema envolvia o pagamento de propinas para que débitos milionários com a receita estadual fossem anulados. O esquema funcionaria nas delegacias regionais da Receita em Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel, Umuarama, Foz do Iguaçu e Ponta Grossa.

A vice-procuradora-geral da República, Ella Wiecko, pediu a abertura de inquérito contra Richa pelos crimes de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica para fins eleitorais e corrupção passiva.

Em seu depoimento, Souza citou o ex-inspetor geral da receita paranaense Márcio de Albuquerque Lima e Luiz Abi Antoun, ligado ao comitê de campanha de Beto Richa e primo de 7º grau do governador, como envolvidos no esquema.

"É do conhecimento do declarante que, para financiar a campanha de Beto Richa, foi arrecadado na Delegacias Regionais da Receita a quantia aproximada de R$ 4.3 milhões, ou seja, R$ 2 milhões da Delegacia de Curitiba, mais R$ 800 mil da Delegacia de Londrina; mais R$ 1.5 milhão das demais Delegacias mencionadas acima", diz um trecho do depoimento do delator à Justiça.

Ainda segundo Souza, 'quem efetivamente manda na Receita Estadual do Paraná é Luiz Abi Antoun, e esse fato é de pleno conhecimento no governo e nas Delegacias Regionais, tanto que é Luiz Abi quem efetivamente decide quem ocupa os cargos de 'alto escalão' da Receita, como Diretor, Inspetor Geral, Delegados Regionais (principalmente das Delegacias Regionais da 1ª, 2ª e 8ª')".

Por meio de nota, o governador Beto Richa disse que "não tem nada a temer". "Todas as doações recebidas pela minha campanha foram legais e declaradas à Justiça. Não houve qualquer contribuição de origem ilícita ou, principalmente, oriunda de desvios de conduta de fiscais da Receita Estadual. Sou o maior interessado no esclarecimento completo dos fatos. Confio na Justiça", diz o texto.

O PSDB, também em nota, afirmou eu todas as doações recebidas na campanha eleitoral de 2014 foram legais. "As declarações do Sr. Luiz Antonio de Souza são requentadas e baseadas em suposições, provavelmente com a intenção de tirar o foco das necessárias apurações para responsabilizar todas as pessoas que promoveram ou se beneficiaram de desvios na Receita Estadual", diz a nota.

 

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