Com intimação, Moro inicia ação penal contra Cunha

O juiz Sérgio Moro intimou nesta quinta-feira, 13, o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) a apresentar a resposta preliminar à ação penal por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão fraudulenta encaminhada à 13ª Vara Civel do Paraná pelo ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF; com a intimação, Moro dá início ao trâmite do processo contra Cunha em Curitiba, que ocorrerá sem sigilo; ele é acusado de ter recebido propinas por sua interferência na compra, pela Petrobras, de um campo petrolífero em Benin, na África, por R$ 138 milhões

Bras�lia - O deputado Eduardo Cunha come�ou sua defesa na Comiss�o de Constitui��o e Justi�a da C�mara dizendo que o processo de cassa��o contra ele teve motiva��o pol�tica (Fabio Rodrigues Pozzebom/Ag�ncia Brasil)
Bras�lia - O deputado Eduardo Cunha come�ou sua defesa na Comiss�o de Constitui��o e Justi�a da C�mara dizendo que o processo de cassa��o contra ele teve motiva��o pol�tica (Fabio Rodrigues Pozzebom/Ag�ncia Brasil) (Foto: Aquiles Lins)

Paraná 247 - O juiz Sérgio Moro intimou nesta quinta-feira o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) a apresentar a resposta preliminar à ação penal por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão fraudulenta encaminhada à 13ª Vara Civel do Paraná pelo ministro Teori Zavascki, relator operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal.

Com a intimação, Moro dá início ao trâmite do processo contra Cunha em Curitiba, que ocorrerá sem sigilo. Moro já conduz ação penal contra a esposa de Eduardo Cunha, Cláudia Cruz. A denúncia acusa o deputado cassado de ter recebido propinas por sua interferência na compra, pela Petrobras, de um campo petrolífero em Benin, na África, por R$ 138 milhões.

Segundo a ação da Procuradoria-Geral da República, Eduardo Cunha teria recebido, em francos suíços, o equivalente a R$ 5,2 milhões em propina. Os recursos teriam sido pagos pelo dono da CBH e intermediados por João Augusto Rezende Henriques, apontado pelos investigadores como o operador das propinas destinadas ao PMDB na Petrobras.

O destino da propina foram três contas que Cunha mantinha na Suíça por meio de trustes. Posteriormente, parte desse dinheiro teria sido destinado a outra conta, que tinha sua mulher, Cláudia Cruz, como beneficiária.

 

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