Cotista explica por que é contra o golpe

"Sou filho de uma rainha, negra, diarista", diz Patrick Ribeiro; "Eu sei que não frequento espaços feito pra mim. Historicamente, negros, pobres e gays não tinham acesso as universidades federais", prossegue o estudante, que é cotista da Universidade Federal do Paraná;  "Quero agradecer ao Governo e a ‪#‎Dilma‬ por manterem uma politica de diálogos com as minorias. A primeira transformação é na educação, e certamente um preto-favelado, universitário com acesso a biblioteca do seculo XXI, é inclusão e ascensão social"

"Sou filho de uma rainha, negra, diarista", diz Patrick Ribeiro; "Eu sei que não frequento espaços feito pra mim. Historicamente, negros, pobres e gays não tinham acesso as universidades federais", prossegue o estudante, que é cotista da Universidade Federal do Paraná;  "Quero agradecer ao Governo e a ‪#‎Dilma‬ por manterem uma politica de diálogos com as minorias. A primeira transformação é na educação, e certamente um preto-favelado, universitário com acesso a biblioteca do seculo XXI, é inclusão e ascensão social"
"Sou filho de uma rainha, negra, diarista", diz Patrick Ribeiro; "Eu sei que não frequento espaços feito pra mim. Historicamente, negros, pobres e gays não tinham acesso as universidades federais", prossegue o estudante, que é cotista da Universidade Federal do Paraná;  "Quero agradecer ao Governo e a ‪#‎Dilma‬ por manterem uma politica de diálogos com as minorias. A primeira transformação é na educação, e certamente um preto-favelado, universitário com acesso a biblioteca do seculo XXI, é inclusão e ascensão social" (Foto: Leonardo Attuch)

Por Patrick Ribeiro, em seu Facebook

Com 19 anos e Cinco meses, nesse momento tenho pela primeira vez acesso de minha cama, à rede wi-fi, e olha continua difícil... Sou filho de uma rainha, negra, diarista.
Nosso castelo é de madeira, e fica entre vales, moramos ao lado de correntes valetas, que perpassaram as senzalas, os quilombos, os campos, as periferias e subúrbios latino-americanos.

Eu sei que não frequento espaços feito pra mim. Historicamente, negros, pobres e gays não tinham acesso as universidades federais. Eu venci a maré, nadei contra ela, todos os dramas psicológicos, violência sexual, machismo, (auto)racismo, baixa-estima, depressão. Também os estigmas de viado, vagabundo e preto, você-trabalha (?), maconheiro, macumbeiro e coisas impensáveis até para os mais "profanos".

Mas então o que mudou se continua difícil?

Minha percepção, enquanto ser social. Quê alivio sentir-se feliz por tudo que foi reprimido em toda a sua vida!, o cabelo, os antepassados, a favela, o filho pardo sem pai, o nome Da Silva na lista de chamada, nosso dialeto ("gírias"). Mesmo com todas os empecilhos a educação proporciona mecanismos para distanciar-me de ser escravizado. 
Só é possível o acesso a educação, para pessoas como eu, se a mudança incluí de maneira estrutural. Por isso a importância das politicas afirmativas de inclusão. Eu sei que incomoda muito um negro inteligente, então as cotas raciais e socioeconômica são vitorias revolucionarias.

Confesso, estou ansioso pelos próximos dias, quero agradecer ao Governo e a ‪#‎Dilma‬ por manterem uma politica de diálogos com as minorias. A primeira transformação é na educação, e certamente um preto-favelado, universitário com acesso a biblioteca do seculo XXI, é inclusão e ascensão social.

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