Dallagnol: mudança de governo não é caminho andado contra corrupção

Em entrevista nesta tarde, em Curitiba, o procurador Deltan Dallagnol, um dos coordenadores da Lava Jato, falou que a eventual mudança de governo não representa um "caminho andado contra a corrupção"; segundo ele, a mudança real virá com a aprovação de 10 medidas contra a corrupção que estão sendo propostas pelo Ministério Público; "O que gera corrupção é a impunidade", disse ele; nesta quinta-feira, foram apresentadas novas denúncias contra a Odebrecht, que incluem também o marqueteiro João Santana

O procurador da República Deltan Dallagnol, que integra o núcleo da Operação Lava Jato, participa de lançamento, no Rio, do projeto 10 Medidas Contra a Corrupção, do MPF (Vladimir Platonow/Repórter da Agência Brasil)
O procurador da República Deltan Dallagnol, que integra o núcleo da Operação Lava Jato, participa de lançamento, no Rio, do projeto 10 Medidas Contra a Corrupção, do MPF (Vladimir Platonow/Repórter da Agência Brasil) (Foto: Leonardo Attuch)
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Paraná 247 – Em entrevista nesta tarde, em Curitiba, o procurador Deltan Dallagnol, um dos coordenadores da Lava Jato, falou que a eventual mudança de governo não representa um "caminho andado contra a corrupção". Segundo ele, a mudança real virá com a aprovação de 10 medidas contra a corrupção que estão sendo propostas pelo Ministério Público. "O que gera corrupção é a impunidade", disse ele.

Leia, abaixo, reportagem da Agência Brasil sobre novas denúncias da Lava Jato:

Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil

Os procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato apresentam hoje (28) duas novas denúncias contra investigados no processo de corrupção envolvendo a Petrobras. De acordo com a assessoria de comunicação do Ministério Público Federal (MPF), as denúncias envolvem nomes de pessoas já citadas nas investigações – algumas delas, inclusive, já foram, condenadas.

No total, serão 20 denúncias, que envolvem 17 pessoas investigadas na 23ª e 26ª fases da Lava Jato. A primeira investigou pagamentos feitos ao marqueteiro de campanhas do PT João Santana e a outra apurou o pagamento de vantagens indevidas pela Odebrecht a funcionários públicos. Também estão entre os denunciados o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e o ex-presidente da Odebrecht Marcelo Odebrecht.

Os procuradores responsáveis pelas investigações apresentam as informações relativas aos crimes neste momento, em entrevista coletiva em Curitiba. As acusações serão protocoladas na 13ª Vara Federal de Curitiba, do juiz Sérgio Moro.

Primeira denúncia

Zwi Skornicki
Pedro José Barusco Filho
Renato de Souza Duque
Monica Regina Cunha Moura
João Cerqueira de Santana Filho
João Vaccari Neto
João Carlos de Medeiros Ferraz
Eduardo Costa Vaz Musa

Segunda denúncia

Marcelo Bahia Odebrecht
Hilberto Mascarenhas Alves da Silva Filho
Luiz Eduardo da Rocha Soares
Fernando Migliaccio da Silva
Maria Lúcia Guimarães Tavares
Angela Palmeira Ferreira
Isaias Ubiraci Chaves Santos
Monica Regina Cunha Moura
João Cerqueira de Santana Filho
João Vaccari Neto
Livio Rodrigues Junior
Marcelo Rodrigues

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