Dallagnol vê risco de Brasil mais corrupto

Um dos principais nomes da Lava Jato, o procurador Deltan Dallagnol exaltou os três anos da operação, que ele diz estar "no auge", mas alertou para os problemas que ainda existem no País: “Precisamos arrancar a árvore da corrupção, sob risco de termos um Brasil mais corrupto após a Lava Jato”

O procurador da República Deltan Dallagnol, que integra o núcleo da Operação Lava Jato, participa de lançamento, no Rio, do projeto 10 Medidas Contra a Corrupção, do MPF (Vladimir Platonow/Repórter da Agência Brasil)
O procurador da República Deltan Dallagnol, que integra o núcleo da Operação Lava Jato, participa de lançamento, no Rio, do projeto 10 Medidas Contra a Corrupção, do MPF (Vladimir Platonow/Repórter da Agência Brasil) (Foto: Giuliana Miranda)

Paraná 247 - No aniversário de três anos da Lava Jato, o procurador Deltan Dallagnol diz que a operação está “no auge” e que “os resultados que a sociedade mais espera virão do trabalho do STF”. Ele afirma que a ida das pessoas às ruas resultou em uma “combinação poderosa” e convoca: “Precisamos arrancar a árvore da corrupção, sob risco de termos um Brasil mais corrupto após a Lava Jato”.

As informações são da coluna Painel da Folha de S.Paulo

"Em branco e preto Dallagnol diz ainda que, talvez, o maior mérito da Lava Jato foi 'ter feito o retrato de uma corrupção que tem raízes profundas e tentáculos que abraçam uma multidão de órgãos públicos'. 'Não só a quantidade, mas o poder dos acusados levados a julgamento impressiona.'

É com eles O procurador defende que prisões 'paralisam os crimes, mas não diminuem os estímulos à corrupção' e pede reformas. 'Se não alterarmos os sistemas de Justiça e político, a Lava Jato será, no futuro, a memória de um tempo de esperança, em que acreditávamos que tudo poderia ser diferente.'

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