Dilma em Curitiba: “nossa missão é resistir”

No acampamento mobilizado próximo ao prédio da Polícia Federal em Curitiba, onde o ex-presidente Lula está preso, a presidente deposta pelo golpe, Dilma Rousseff, que teve pedido de visita negado pela juíza Carolina Lebbos, disse que a nossa missão, em relação à prisão de Lula, "é resistir"; para ela, a prisão é política "porque tem um motivo político: querem tirar Lula do processo eleitoral", e também porque condenaram um inocente; "É estarrecedor que coloquem o Lula em condições tão precárias", ressaltou; assista sua fala

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dilma (Foto: Gisele Federicce)

Paraná 247 - Impedida de visitar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a presidente eleita e deposta pelo golpe, Dilma Rousseff, falou sobre a decisão no acampamento mobilizado próximo ao prédio da Polícia Federal em Curitiba, onde Lula está preso desde o dia 7 de abril. "Nós temos também a nossa missão. Nesse caso, é resistir. A palavra é resistir", defendeu Dilma aos presentes.

Para ela, a prisão de Lula é política "porque tem um motivo político: querem tirar Lula do processo eleitoral", e também porque condenaram Lula mesmo ele sendo inocente. "É política também porque o julgamento foi feito e condenaram um inocente. É uma fraude condenar o Lula por algo que não é dele", acrescentou.

"Eu fiquei extremamente impactada, estarrecida, com o fato de não podermos visitá-lo, como aconteceu com o Leonardo Boff e o Prêmio Nobel da Paz Pérez Esquivel. Na legislação, quando é que você priva um preso de visita? E não estou falando de preso político, mas de preso comum. Ele tem que ser perigoso, representar algum mal para a comunidade. O que não é o caso do grande presidente Luiz Inácio Lula da Silva", detalhou.

"Agora eu vou falar de preso político, porque eu fui uma. Em todas as condições, principalmente quando cumpre pena, como é o caso do Lula, tem vários direitos. É estarrecedor que coloquem o Lula em condições tão precárias. Precário não é só quando está acorrentado, mas quando segregam", continuou.

Para ela, "segregaram" Lula "por dois motivos: temem a voz do Lula, a verdade. E também porque temem que Lula converse com o povo brasileiro". "Eu sou companheira do Lula, mas também sou sua amiga. E afinal de contas, também fui presidenta desse país", lembrou.

No final do discurso, Dilma pediu atenção especial às mulheres: "somos insistentes, somos irritantes. Então vamos ser irritantes com eles, obsessivas com eles. Vamos defender o Lula até ele sair". Assista à íntegra:

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