Empresário diz ter pago R$ 5 milhões em propina para Álvaro Dias

Em um e-mail enviado a Odebrecht, Samir Assad diz que o senador pediu 5 milhões de reais para enterrar a CPI do Cachoeira; em anexo, foi enviada uma planilha de controle com o codinome "Alicate", identificado como sendo o senador; as informações consta do inquérito nº 186/2016 da Polícia Federal e foram divulgadas pela Coluna Radar

Senador Alvaro Dias (PV-PR) concede entrevista. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
Senador Alvaro Dias (PV-PR) concede entrevista. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado (Foto: Gisele Federicce)

247 - Em um e-mail enviado a Odebrecht, Samir Assad diz que o senador pediu 5 milhões de reais para enterrar a CPI do Cachoeira. Em anexo, foi enviada uma planilha de controle com o codinome "Alicate", identificado como sendo o senador. As informações consta do inquérito nº 186/2016 da Polícia Federal e foram divulgadas pela Coluna Radar.

Leia um trecho da nota:

No começo de 2015, Luis Eduardo da Rocha Soares, então diretor do Departamento de Operações Estruturadas da Odebrecht, encaminhou a um interlocutor um e-mail que recebeu de Samir Assad três anos antes para que ele procurasse maiores informações sobre o que estava narrado.

O e-mail tinha como assunto "CPMI – Cachoeira". Nele, Assad informa que a empreiteira Andrade Gutierrez pagou 30 milhões a parlamentares para "cortar" o assunto, ou seja: parar com as investigações da CPMI.

Nesta mesma mensagem, Samir informa que o Grupo UTC também contribuiu com recursos para a mesma finalidade. E explica que esses recursos eram insuficientes para que tivessem êxito na obstrução das investigações, porque o senador Álvaro Dias tinha pedido mais 5 milhões de reais.

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