Esquerda ficou aprisionada no discurso contra a corrupção, diz Tadeu Veneri

O deputado estadual falou no Encontro de Assinantes do 247 em Curitiba, sobre a desigualdade social e sua relação com o discurso contra a corrupção; “Ficamos aprisionados no discurso de combater a corrupção como se fosse a única forma de que o país saísse de seu atraso secular”, disse; assista

Deputado Tadeu Veneri (PT). Foto: Sandro Nascimento/Alep (crédito obrigatório)
Deputado Tadeu Veneri (PT). Foto: Sandro Nascimento/Alep (crédito obrigatório) (Foto: SANDRO NASCIMENTO)

247 - O deputado estadual Tadeu Veneri (PT-PR) falou no Encontro de Assinantes do 247 em Curitiba, no Paraná, sobre a relação da desigualdade social e do aprisionamento da esquerda pelo discurso contra a corrupção. O deputado comentou ainda sobre a ligação do Ministério Público e Judiciário no aumento da desigualdade.

Veneri explicou, inicialmente, como se dá a desigualdade social, que passa pela tecnologia e por universidades. “Qual o desafio que nós temos hoje no Paraná e no Brasil? Nós avançamos em um mundo que cada vez mais tem uma desigualdade brutal, ‘a desigualdade cresce por uma combinação avassaladora de tecnologia, de estruturas que nós não conseguimos nos apropriar e de uma expansão de uma elite intelectual que teve a primazia de frequentar determinados espaços e, a partir dali, tomar os espaços do Estado’”.

O deputado contou que enxerga a “equação da desigualdade” associada ao ministro Sérgio Moro e ao procurador Deltan Dallagnol. “Quando li isso fiz uma referência ao Deltan Dallagnol, Sérgio Moro e tudo aquilo que acontece no Brasil. Esse segmento que foi levado a ser o segmento principal da nossa sociedade: o combate à corrupção. Todos têm a convicção de que a corrupção precisa ser combatida, só que nós,  da esquerda, ficamos aprisionados no discurso de combater a corrupção como se fosse a única forma de que o país saísse de seu atraso secular”.

Ele também apontou a parcialidade do Judiciário como fator determinante da “equação”. “Nós fizemos do Ministério Público a nossa principal referência e demos a ele todos os poderes. O Judiciário, que hoje é o segundo orçamento do país, o setor mais privilegiado da nossa sociedade, é o setor imperial, que não tem quem possa fazer frente publicamente sem que haja retaliação. Nós entregamos a esse segmento em uma crença de que eram imparciais e de que fariam da sua imparcialidade um caminho para que a nossa sociedade conseguisse a emancipação”.

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