Esteves nega ter oferecido vantagem a Cerveró

Preso nesta quarta-feira na operação Lava Jato, banqueiro do BTG Pactual André Esteves disse em depoimento à Polícia Federal que esteve pessoalmente com o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) "no máximo" cinco vezes nos últimos doze meses; afirmou que não conhece pessoalmente Nestor Cerveró; e negou ter pago ou oferecido qualquer vantagem a ele para evitar a delação premiada

Preso nesta quarta-feira na operação Lava Jato, banqueiro do BTG Pactual André Esteves disse em depoimento à Polícia Federal que esteve pessoalmente com o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) "no máximo" cinco vezes nos últimos doze meses; afirmou que não conhece pessoalmente Nestor Cerveró; e negou ter pago ou oferecido qualquer vantagem a ele para evitar a delação premiada
Preso nesta quarta-feira na operação Lava Jato, banqueiro do BTG Pactual André Esteves disse em depoimento à Polícia Federal que esteve pessoalmente com o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) "no máximo" cinco vezes nos últimos doze meses; afirmou que não conhece pessoalmente Nestor Cerveró; e negou ter pago ou oferecido qualquer vantagem a ele para evitar a delação premiada (Foto: Roberta Namour)

247 - Preso nesta quarta-feira na operação Lava Jato, o banqueiro do BTG Pactual André Esteves disse em depoimento à Polícia Federal que esteve pessoalmente com o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) "no máximo" cinco vezes nos últimos doze meses.

Ele afirmou que não conhece pessoalmente Nestor Cerveró, ex-diretor da Área Internacional da Petrobras, e negou ter pago ou oferecido qualquer vantagem a ele para evitar a delação premiada.

O banqueiro negou ainda conhecer o advogado Edson Ribeiro, também preso na operação desta quarta-feira.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) usou depoimentos da delação premiada de Cerveró e do filho dele, Bernardo Cerveró, para pedir a prisão do senador Delcídio do Amaral (PT-MS); de André Esteves; do ex-advogado de Cerveró Edson Ribeiro; e do chefe de gabinete do senador, Diogo Ferreira.

O MP diz que Delcídio tentou dissuadir Nestor Cerveró de aceitar o acordo de colaboração com o Ministério Público Federal (MPF), ou que, se isso acontecesse, que evitasse delatar o senador e também André Esteves.

"O senador Delcídio Amaral ofereceu a Bernardo Cerveró auxílio financeiro, no importe mínimo de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) mensais, destinado à família de Nestor Cerveró, bem como prometeu intercessão política junto ao Poder Judiciário em favor de sua liberdade, para que ele não entabulasse acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal", diz a PGR.

O documento diz ainda que o banqueiro André Esteves arcaria com o custo do auxílio financeiro.

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