Ex-aliado de Moro vira crítico da Lava Jato

Para Afrânio Jardim, professor da UERJ e ex-interlocutor do juiz Sérgio Moro, com quem trocava impressões sobre o andamento da operação, os procuradores da força-tarefa estão deslumbrados; ao El País, ele relata o tamanho da decepção de parte do meio acadêmico com os últimos passos da força-tarefa e avalia que boa parte do que tem sido feito não respeita as normas; "Não é justo o que estão fazendo", declarou

Para Afrânio Jardim, professor da UERJ e ex-interlocutor do juiz Sérgio Moro, com quem trocava impressões sobre o andamento da operação, os procuradores da força-tarefa estão deslumbrados; ao El País, ele relata o tamanho da decepção de parte do meio acadêmico com os últimos passos da força-tarefa e avalia que boa parte do que tem sido feito não respeita as normas; "Não é justo o que estão fazendo", declarou
Para Afrânio Jardim, professor da UERJ e ex-interlocutor do juiz Sérgio Moro, com quem trocava impressões sobre o andamento da operação, os procuradores da força-tarefa estão deslumbrados; ao El País, ele relata o tamanho da decepção de parte do meio acadêmico com os últimos passos da força-tarefa e avalia que boa parte do que tem sido feito não respeita as normas; "Não é justo o que estão fazendo", declarou (Foto: Gisele Federicce)

247 – De interlocutor e admirador do juiz Sérgio Moro, o professor da UERJ Afrânio Jardim se tornou um crítico ferrenho da Operação Lava Jato.

Ele costumava trocar impressões com o magistrado sobre as etapas da investigação, como uma espécie de consultor informal, e apoiava todos os atos do juiz de Curitiba. Nos últimos meses, porém, rompeu com Moro, demonstra o tamanho da decepção de parte do meio acadêmico com os últimos passos da força-tarefa e avalia que boa parte do que tem sido feito não respeita as normas.

Para o promotor de Justiça aposentado, os procuradores da Lava Jato estão deslumbrados. "Não é justo o que estão fazendo", declarou, em entrevista ao portal El País. "O que vejo é que os colegas mais novos da Lava Jato estão meio deslumbrados. Agem messianicamente, acham que são os salvadores da pátria. É uma visão ingênua. Aí, os fins justificam os meios", opina.

"Às vezes, Sergio Moro passa uma imagem de severíssimo, mas os empresários estão presos em suas casas, suas mansões. Brinco dizendo que talvez estejam com tornozeleiras eletrônicas douradas, cravejadas de diamantes", critica ainda o professor, que também criticou a divulgação de intercepção telefônica entre Lula e Dilma.

Leia aqui a íntegra.

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