Ex-presidente da Petrobras é condenado a 11 anos de prisão

Preso desde julho de 2017, o ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil Aldemir Bendine foi condenado pelo juiz Sérgio Moro a 11 de prisão na Operação Lava Jato pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro; o MPF acusou Bendine de receber R$ 3 milhões em propina da Odebrecht, para facilitar contratos entre a empreiteira e a estatal; o executivo Marcelo Odebrecht também foi condenado - a 10 anos de prisão

Preso desde julho de 2017, o ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil Aldemir Bendine foi condenado pelo juiz Sérgio Moro a 11 de prisão na Operação Lava Jato pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro; o MPF acusou Bendine de receber R$ 3 milhões em propina da Odebrecht, para facilitar contratos entre a empreiteira e a estatal; o executivo Marcelo Odebrecht também foi condenado - a 10 anos de prisão
Preso desde julho de 2017, o ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil Aldemir Bendine foi condenado pelo juiz Sérgio Moro a 11 de prisão na Operação Lava Jato pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro; o MPF acusou Bendine de receber R$ 3 milhões em propina da Odebrecht, para facilitar contratos entre a empreiteira e a estatal; o executivo Marcelo Odebrecht também foi condenado - a 10 anos de prisão (Foto: Leonardo Lucena)

Paraná 247 - Preso desde julho de 2017, o ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil Aldemir Bendine foi condenado nesta quarta-feira (7) pelo juiz Sérgio Moro a 11 de prisão na Operação Lava Jato pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. O Ministério Público Federal (MPF) acusou Bendine de receber R$ 3 milhões em propina da Odebrecht, para facilitar contratos entre a empreiteira e a estatal. Moro determinou o início de cumprimento da pena em regime fechado. A progressão do regime fica condicionada à devolução do "produto do crime", de acordo com a sentença.

As investigações apontaram que os crimes ocorreram de 2014 a 2017. Em 2015, Bendine deixou o Banco do Brasil para acabar com a corrupção na estatal, alvo da Lava Jato. Mas, segundo delatores da Odebrecht, ele já cobrava propina no banco e continuou cobrando na Petrobras.

Quando comandava o BB, Bendine pediu R$ 17 milhões à Odebrecht para rolar uma dívida da empresa com a instituição. Em delação, Marcelo Odebrecht disse que o valor não foi pago porque o ex-empreiteiro e outros colegas da construtora acharam que Bendine não teria capacidade de influenciar no contrato.

Segundo o MPF, na véspera de assumir a presidência da Petrobras, em 6 de fevereiro de 2015, Bendine e um de seus operadores financeiros solicitaram novamente propina a Odebrecht e Reis. Segundo investigadores, o pedido foi feito para que a empreiteira não fosse prejudicada em seus interesses na Petrobras, inclusive em relação às consequências da Lava Jato. Delatores afirmaram que a Odebrecht optou por pagar os R$ 3 milhões pelo Setor de Operações Estruturadas, como era chamada a área responsável pelas propinas na empresa.

Moro também condenou o empreiteiro Marcelo Odebrecht a 10 anos e seis meses de prisão no âmbito da Operação Lava Jato. O magistrado afirmou que ‘não cabe perdão judicial’ ao delator, mas decidiu substituir a sanção pelas penas previstas no acordo de colaboração premiada.

Segundo o acordo de delação, dois anos e seis meses foram cumpridos em regime fechado. Ele está em domiciliar desde dezembro de 2017.

 

 

 

 

 

 

 

 

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