Flagrado em grampo da Carne Fraca, Serraglio se defende nas redes sociais

Ministro da Justiça, Osmar Serraglio (PMDB), usou as redes sociais para se defender da suspeita de envolvimento no esquema investigado pela Operação Carne Fraca, deflagrada na semana passada pela Polícia Federal; Serraglio, que recebeu R$ 200 mil de uma das empresas investigadas para sua campanha eleitoral a deputado federal em 2014, aparece em um grampo da Polícia Federal conversando com Daniel Gonçalves Filho, apontado como o líder da máfia dos fiscais, a quem chama de "grande chefe"; segundo ele, a doação foi um repasse feito pelo diretório do partido e Daniel teria sido indicado para a Superintendência do Ministério da Agricultura do Paraná pela bancada do PMDB

Brasília - Novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Osmar Serraglio, discursa na solenidade de transmissão de cargo no ministério (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Brasília - Novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Osmar Serraglio, discursa na solenidade de transmissão de cargo no ministério (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil) (Foto: Paulo Emílio)

Paraná 247 - O ministro da Justiça, Osmar Serraglio (PMDB), usou as redes sociais para se defender da suspeita de envolvimento no esquema investigado pela Operação Carne Fraca, deflagrada na semana passada pela Polícia Federal. Em uma das ligações interceptadas pelos agentes, Serraglio, que recebeu R$ 200 mil da JBS para sua campanha eleitoral a deputado federal em 2014, aparece conversando com Daniel Gonçalves Filho, apontado como o líder da máfia dos fiscais, a quem chama de "grande chefe".

Segundo Serraglio, a doação feita pela JBS a sua campanha foi um repasse feito pelo diretório nacional do PMDB e teria sido devidamente registrada junto a Justiça Eleitoral. Ele disse, ainda, que nunca pediu doações eleitorais diretamente a empresa e nem manteve contato com os funcionários da companhia.

Sobre a indicação de Daniel Gonçalves Filho para a Superintendência do Ministério da Agricultura no Paraná, o ministro destacou que o nome de Daniel foi uma indicação feita por um deputado, mas que os demais membros da bancada também assinaram o ofício de indicação. Ele também ressaltou que há dez anos a indicação do cargo cabe a bancada do partido no Paraná.

Apesar de aparecer na intercepção telefônica, Serraglio não é investigado pela Operação Carne Fraca. A Polícia Federal e o juiz responsável pela operação afirmaram não ver indícios de que o ministro tenha praticado algum ato ilícito.

 

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