‘Gás de cozinha devia ser distribuído de graça’, diz presidente do Sindipetro (PR)

Presidente do Sindipetro - PR/SC, Mário Dal Zott, critica os preços do botijão de gás e aponta risco de desabastecimento

Mario Dal Zott é presidente do Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina
Mario Dal Zott é presidente do Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (Foto: Divulgação)
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Brasil de Fato - Presidente do Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (Sindipetro), Mário Dal Zott, critica os preços do botijão de gás, apontando o risco de faltar em estoque. Para ele a ''Petrobras poderia neste momento ter outro tipo de política, voltada à população''. Confira a entrevista do sindicalista ao Brasil de Fato PR: 

Nos bairros muitas vezes há falta de botijões, concentração e preços altos. Por quê? 

A Petrobras está abrindo uma caixinha de maldade, com medidas de exceção, mexendo com jornada de trabalho, transferindo a conta para os seus trabalhadores. O parque de refino nacional é reduzido por uma irresponsabilidade social da empresa. Agora seria hora de a Petrobras demonstrar a sua responsabilidade. Ela está com os tanques cheios de diesel e gasolina e vazio de gás de cozinha. Por um lado, é sinal que o pessoal está ficando em casa. Estamos com os estoques vazios de gás de cozinha e cheios de diesel e gasolina. Para você obter gás de cozinha, tem que tirar os outros derivados de petróleo, por isso aumentou a importação do gás. Estamos questionando a Petrobras e o governo: ao mesmo tempo que não vende, mantém mercado para importadoras, e vem diesel importado dos Estados Unidos.

Falta neste momento uma política social e de produção interna?

Se ela tivesse uma política para ajudar a população, teria que disponibilizar de graça combustível para levar medicamentos para a população brasileira, gasolina para viaturas de ambulâncias e defesa civil. Mas a preocupação está em ajudar os importadores, manter esse mercado e rentabilidade. Não será estranho se parar refinarias, os estoques estão no talo. Neste momento, para manter o povo em casa, o gás de cozinha deveria ser distribuído de graça.

O Ministério Público de São Paulo entrou com investigação sobre os preços do gás, que saem a R$ 25 da refinaria e são vendidos até R$120.

Está saindo R$ 25 e está saindo caro, os MPs de todos os estados deveriam investigar isso, distribuidoras aproveitando o momento de alta demanda para subir o preço, uma sacanagem com a população. O que significa para a Petrobras o gás de cozinha? Muito pouco para a rentabilidade dela. A Petrobras teria papel importante neste momento, se fosse conduzida de outra forma estatal, mas sabemos que é o mercado que manda nela. Nosso “presidente” é um boneco, não manda nada. Com uma canetada poderia incentivar isso, e a Petrobras não parar atividades. Primeiro passo é cortar importação e reduzir o preço dos combustíveis.

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