Gaspari: grampo de Moro contra Dilma é ilegal

"Explicando sua decisão de incluir o 'evento 133', que grampeou Dilma, Moro disse: 'Não havia reparado antes no ponto, mas não vejo maior relevância'. Pode-se fazer tudo por Moro, menos papel de bobo. Sua explicação ofende a inteligência alheia, e a repercussão do gesto mostrou sua relevância. O juiz tem tanta convicção de que está sempre certo que se julga incapaz de errar", diz o colunista Sergio Moro, sobre a realização e a divulgação de um grampo contra a presidente Dilma Rousseff, que não estava coberto por autorização judicial

"Explicando sua decisão de incluir o 'evento 133', que grampeou Dilma, Moro disse: 'Não havia reparado antes no ponto, mas não vejo maior relevância'. Pode-se fazer tudo por Moro, menos papel de bobo. Sua explicação ofende a inteligência alheia, e a repercussão do gesto mostrou sua relevância. O juiz tem tanta convicção de que está sempre certo que se julga incapaz de errar", diz o colunista Sergio Moro, sobre a realização e a divulgação de um grampo contra a presidente Dilma Rousseff, que não estava coberto por autorização judicial
"Explicando sua decisão de incluir o 'evento 133', que grampeou Dilma, Moro disse: 'Não havia reparado antes no ponto, mas não vejo maior relevância'. Pode-se fazer tudo por Moro, menos papel de bobo. Sua explicação ofende a inteligência alheia, e a repercussão do gesto mostrou sua relevância. O juiz tem tanta convicção de que está sempre certo que se julga incapaz de errar", diz o colunista Sergio Moro, sobre a realização e a divulgação de um grampo contra a presidente Dilma Rousseff, que não estava coberto por autorização judicial (Foto: Leonardo Attuch)

247 – O jornalista Elio Gaspari considera ilegal a realização de um grampo contra a presidente Dilma Rousseff, assim como a sua divulgação para a imprensa, na coluna O mistério do 'evento 133'.

"Lula e Dilma tomaram café da manhã juntos. Era sabido que ele temia ser preso e que ela o convidara para o governo. Pouco depois das 11 horas, o juiz Sergio Moro suspendeu várias interceptações telefônicas, inclusive a de um celular 'laranja' de Lula. Passados alguns minutos, o Planalto informou que ele iria para a chefia da Casa Civil. Às 13h32, Dilma telefonou a Lula, avisando que estava remetendo "o termo de posse", para usá-lo 'em caso de necessidade'. Às 15h34, a PF informou que ouviu a conversa e, às 16h19, Moro retirou o sigilo que protegia tanto a investigação como os grampos. Às 18h40, o diálogo foi ao ar", diz Gaspari, relembrando a cronologia do caso.

"Quando Moro aceitou o grampo feito depois de ter determinado a suspensão das interceptações, também sabia que o curto diálogo incendiaria o debate. Explicando sua decisão de incluir o 'evento 133', que grampeou Dilma, Moro disse: 'Não havia reparado antes no ponto, mas não vejo maior relevância'. Pode-se fazer tudo por Moro, menos papel de bobo. Sua explicação ofende a inteligência alheia, e a repercussão do gesto mostrou sua relevância. O juiz tem tanta convicção de que está sempre certo que se julga incapaz de errar."

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