Gleisi defende autonomia de universidades estaduais

Em debate realizado na Universidade Estadual de Londrina (UEL), Gleisi Hoffmann (PT) assinou um Carta Compromisso proposta por entidades sindicais se comprometendo a garantir o respeito à autonomia das universidades estaduais, a não privatização e o compromisso com a execução orçamentária dessas instituições sem contingenciamento; “Temos que assegurar a substituição de funcionários e professores quando se aposentam, sem que haja necessidade de autorização para fazer concursos públicos, com concursos periódicos e reposição automática de funcionários”, acrescentou

Em debate realizado na Universidade Estadual de Londrina (UEL), Gleisi Hoffmann (PT) assinou um Carta Compromisso proposta por entidades sindicais se comprometendo a garantir o respeito à autonomia das universidades estaduais, a não privatização e o compromisso com a execução orçamentária dessas instituições sem contingenciamento; “Temos que assegurar a substituição de funcionários e professores quando se aposentam, sem que haja necessidade de autorização para fazer concursos públicos, com concursos periódicos e reposição automática de funcionários”, acrescentou
Em debate realizado na Universidade Estadual de Londrina (UEL), Gleisi Hoffmann (PT) assinou um Carta Compromisso proposta por entidades sindicais se comprometendo a garantir o respeito à autonomia das universidades estaduais, a não privatização e o compromisso com a execução orçamentária dessas instituições sem contingenciamento; “Temos que assegurar a substituição de funcionários e professores quando se aposentam, sem que haja necessidade de autorização para fazer concursos públicos, com concursos periódicos e reposição automática de funcionários”, acrescentou (Foto: Leonardo Lucena)

Notícias Paraná - Com as ausências dos candidatos Beto Richa (PSDB), Roberto Requião (PMDB) e Geonísio Marinho (PRTB) , a candidata do partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann, participou na manhã desta quarta-feira (3) de debate realizado na Universidade Estadual de Londrina (UEL), juntamente com Bernardo Pilotto (Psol), Ogier Buchi (PRP), Rodrigo Tomazini (PSTU) e Túlio Bandeira (PTC).

Com a presença de cerca de mil pessoas entre professores, estudantes e servidores que passaram ou permaneceram no local, Gleisi assumiu o compromissos com a comunidade universitária, colocando as universidades como parceiras do governo que quer implantar no Paraná. "Um governo que estimule o desenvolvimento regional, com base em um desenvolvimento econômico, social, ambiental e cultural, que estimule o conhecimento, que promova a formação continuada das pessoas para que elas possam exercer a cidadania", disse.

Carta Compromisso

Ela assinou a Carta Compromisso proposta pelas entidades sindicais que possui as principais reivindicações das universidades, como o respeito à autonomia, a não privatização e o compromisso com a execução orçamentária das universidades sem contingenciamento.

A candidata foi enfática em defender que as universidades tenham condições para exercer o seu papel de ensino, pesquisa e extensão. “Para isso, precisamos cuidar que quem faz a universidade, que são as pessoas. Para isso temos que ter plano de carreira que estimule e que faça com que tenham comprometimento. Temos que assegurar a substituição de funcionários e professores quando se aposentam, sem que haja necessidade de autorização para fazer concursos públicos, com concursos periódicos e reposição automática de funcionários, assim como fizemos nas universidades federais”, afirmou.

Diálogo permanente

Gleisi ainda se comprometeu com o diálogo permanente, franco e aberto para debater os problemas e as possíveis soluções, e defendeu uma política de custeio clara. “Não é possível a redução de custeio ano após ano nos últimos governos. Da dotação de R$ 142 milhões para a UEL, apenas R$ 40 milhões pagos, sendo que R$ 31 milhões são de recursos próprios e R$ 9 milhões do tesouro do Estado”, afirmou.

Em relação à autonomia das universidades, Gleisi, assim como todos os demais candidatos presentes, se comprometeu a respeitar a autonomia, a paridade, ou seja, cumprir a lei, respeitando os 2% do Fundo Estadual para Ciência e Tecnologia – e afirmou que irá criar o PAC Paraná Educação, garantindo reformas e equipamentos para as universidades e hospitais universitários, além de recompor quadro dos hospitais.

A candidata não se recusou a responder nenhuma das questões. Sobre o sistema de contratação de servidores reforçou a importância da reposição sistemática de servidores, já que pior que não criar, é não recompor. “Vamos fazer concursos periódicos e reposição constante para universidades e hospitais, de forma rápida e eficaz, garantindo médicos e servidores para a população”, reforçou.

Falta de respeito

A ausência dos candidatos que lideram as pesquisas divulgadas até o momento foi duramente criticada. O mediador do debate, o jornalista e professor da UEL Fábio Silveira, afirmou que “se eles não vem no interior sequer para pedirem votos, imagina na hora de governar”.  O candidato Túlio Bandeira classificou como lamentável a atitude dos candidatos que não compareceram. “Eles terão sete universidades para governar junto com o governo do estado, mas não tiveram a coragem de enfrentar os questionamentos vindos da universidade”.

Na avaliação de Gleisi Hoffmann, a ausência demonstra além da falta de respeito, a falta de coragem em enfrentar os problemas e desafios do ensino. “O candidato à reeleição cumpriu menos da metade das promessas que fez e não vem aqui discutir os problemas. Deveria estar aqui para debater e ouvir. Podemos ter divergências, mas podem esperar de mim muita franqueza, diálogo para resolver os problemas”, finalizou.

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