Lula: “é o momento de ganharmos as eleições”

O presidente da CUT, Vagner Freitas, visitou o ex-presidente Lula na tarde desta quinta-feira (14) e entregou documento assinado pelas centrais sindicais com as principais reivindicações da classe trabalhadora; segundo ele, Lula pediu para dizer ao Brasil que ele é candidato; "Ele está dizendo que é momento de nós ganharmos as eleições. Esses que deram o golpe acabaram com o Brasil, o trabalhador está desesperançoso. Ele acha que o melhor ato que os brasileiros podem fazer é lutar pela democracia", disse Vagner

O presidente da CUT, Vagner Freitas, visitou o ex-presidente Lula na tarde desta quinta-feira (14) e entregou documento assinado pelas centrais sindicais com as principais reivindicações da classe trabalhadora; segundo ele, Lula pediu para dizer ao Brasil que ele é candidato; "Ele está dizendo que é momento de nós ganharmos as eleições. Esses que deram o golpe acabaram com o Brasil, o trabalhador está desesperançoso. Ele acha que o melhor ato que os brasileiros podem fazer é lutar pela democracia", disse Vagner
O presidente da CUT, Vagner Freitas, visitou o ex-presidente Lula na tarde desta quinta-feira (14) e entregou documento assinado pelas centrais sindicais com as principais reivindicações da classe trabalhadora; segundo ele, Lula pediu para dizer ao Brasil que ele é candidato; "Ele está dizendo que é momento de nós ganharmos as eleições. Esses que deram o golpe acabaram com o Brasil, o trabalhador está desesperançoso. Ele acha que o melhor ato que os brasileiros podem fazer é lutar pela democracia", disse Vagner (Foto: Aquiles Lins)

Rede Brasil Atual - Pelas mãos do presidente da CUT, Vagner Freitas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu na tarde desta quinta-feira (14) o documento com as principais reivindicações das centrais sindicais para as eleições, chamado "agenda prioritária da classe trabalhadora".

"Eu nunca vi um candidato tão animado pra ser presidente do Brasil", disse Vagner ao sair do encontro. O texto, com 22 itens, foi aprovado na semana passada. As entidades pretendem entregar a mesma pauta a outros candidatos à Presidência da República. Houve registro de novos episódios de violência na Vigília Lula Livre.

O presidente da CUT disse que chegou à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba para "consolar" Lula, mas encontrou uma pessoa animada e que reafirmou sua disposição de concorrer. "Ele me pediu pra dizer pro Brasil que é candidato, que não tem plano B e que só não será candidato se rasgarem a Constituição Federal ou se lhe faltar a vida. Caso contrário, é candidatíssimo."

Agora, é preciso "colocar a campanha na rua", disse Vagner, lembrando que a candidatura de Lula já foi lançada em Minas Gerais, na semana passada. "Ele está dizendo que é momento de nós ganharmos as eleições. Esses que deram o golpe acabaram com o Brasil, o trabalhador está desesperançoso. Ele acha que o melhor ato que os brasileiros podem fazer é lutar pela democracia." Segundo o dirigente, é preciso haver um "embate de ideias": de um lado políticas de desenvolvimento e crescimento e, de outro, "a estagnação e o entreguismo".

Vagner disse ainda que as centrais decidiram entregar a pauta "em primazia" para Lula. "Porque é o candidato que melhor qualifica esse debate."

Ele está desde a manhã de hoje participando de atividades em Curitiba. Pouco antes das 9h, na Vigília Lula Livre, participou da saudação diária ao ex-presidente, repetindo 13 vezes a frase "bom dia, companheiro Lula". Sobre reclamações de parte dos moradores, ele afirmou que devem reclamar com o juiz Sérgio Moro. "A gente sai daqui no dia em que ele (Lula) sair."

"A única possibilidade de o presidente Lula não concorrer é se mais uma vez for rasgada a Constituição Federal. Ele constitucionalmente tem direito. Se vai ganhar ou não, deixem o eleitor se pronunciar", afirmou o presidente da CUT ainda pela manhã.

As entidades que compõem a Vigília divulgaram nota repudiando "ação de indivíduos de extrema-direita que na noite de ontem (14), atacaram, ofenderam e proferiram frases preconceituosas contra integrantes" do movimento.

"Sem respeitar o interdito proibitório, esses indivíduos se colocam de forma agressiva na mesma região onde está concentrada a Vigília, sendo que os protestos contrários devem ocorrer no lado aposto do prédio da Polícia Federal, conforme decisão judicial", lembram as organizações. "Da nossa parte, respeitamos o direito à manifestação, assim como os moradores que não apoiam o nosso movimento. Frequentemente, buscamos ter contato e encontrar uma melhor condição de convivência para todos e todas. Ao mesmo tempo, reafirmamos e agradecemos a solidariedade de vários outros moradores da região. Denunciamos também que moradores que nos apoiam têm sofrido ameaças."

Confira a mensagem das centrais ao ex-presidente.

Prezado companheiro Luiz Inácio Lula da Silva,

O Brasil vive hoje uma crise sem precedentes e quem está pagando o preço dela é a classe trabalhadora. Hoje são mais de 28 milhões de desempregados e precarizados, acordos coletivos abaixo da inflação, uma reforma trabalhista que retirou direitos históricos da classe trabalhadora, a terceirização sem limites, ataque à livre organização sindical e criminalização dos direitos sociais.

Diante desse quadro desolador e aproveitando o momento do debate eleitoral, quando vamos escolher quem vai dirigir os destinos do país nos próximos anos, a Central Única dos Trabalhadores, Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, Nova Central, Central dos Sindicatos Brasileiros e Intersindical elaboraram uma Agenda Prioritária da Classe Trabalhadora com o objetivo de contribuir para o diálogo construtivo e propositivo de projetos que possam recolocar o Brasil no caminho do desenvolvimento sustentável com distribuição de renda, justiça social e valorização do trabalho.

Nosso objetivo é entregar essa contribuição a todos os candidatos a presidente, para que possam analisar, debater, incorporar ou até mesmo melhorar as propostas que construímos de forma unitária. No entanto, diante das circunstâncias, não foi possível que a entrega desse documento pudesse ser feita pelos presidentes das centrais que o subscrevem.

Por isso, aproveitamos a oportunidade proporcionada pela visita do companheiro Vagner Freitas, da Central Única dos Trabalhadores, para entregar nossa contribuição.

Certos de que o companheiro dará o tratamento devido que o documento requer, desejamos também sucesso em sua caminhada.

Atenciosamente,

Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil

Central Única dos Trabalhadores

Força Sindical

União Geral dos Trabalhadores

Nova Central

Central dos Sindicatos Brasileiros

Intersindical

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