Maria do Rosário apresenta projeto para derrubar decisão de suspender radares

A deputada Maria do Rosário (PT-RS) protocolou um projeto para suspender o despacho de Jair Bolsonaro que determinou a suspensão do uso de radares móveis em rodoviais federais. "A OMS (Organização Mundial da Saúde) indica a redução e o controle de velocidade como o meio para reduzir o número de acidentes fatais e feridos graves", disse ela

(Foto: Cleia Viana - Câmara)

247 - A deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) protocolou nesta sexta-feira (15) um projeto de decreto legislativo (PDL 512/2019) para suspender o despacho de Jair Bolsonaro que determinou a suspensão do uso de radares móveis em rodoviais federais.

No documento, a parlamentar afirma ser consenso entre especialistas em trânsito que a melhor maneira para evitar mortes no trânsito é por meio de instrumentos que reduzam a velocidade.

"A OMS (Organização Mundial da Saúde) indica a redução e o controle de velocidade como o meio para reduzir o número de acidentes fatais e feridos graves", disse.

Ao justificar a medida, Bolsonaro disse nesta quarta-feira (14) que os pardais — como são conhecidos os radares — de "assaltantes". Dois dias antes, ao chegar no Palácio da Alvadora, ele afirmou que os radares serão suspensos "até que haja um entendimento para que se convença a população que deve ser utilizado". 

O ocupante do Planalto pode prejudicar o pacto firmado pelo brasil com a Organização das Nações Unidas (ONU) no âmbito da Década de Ação pela Segurança no Trânsito, de reduzir em 50% os acidentes de trânsito entre 2011 e 2020.

Em 52 mil quilômetros de vias administradas pela União, o sistema de fiscalização eletrônica encolheu de 5,5 mil pontos ativos, em julho de 2018, para cerca de 440 até março deste ano.

De acordo com informações do jornal O Globo, em matéria publicada em abril deste ano, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) reforçou que a presença dos radares contribuiu para redução de 24,7% na quantidade de mortes nas vias federais entre 2010, quando o governo implantou o Programa Nacional de Controle Eletrônico de Velocidade, e 2016. O número caiu de 7.083 para 5.333 óbitos no período. 


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