Moro: Datafolha perde tempo quando coloca meu nome

Em entrevista na noite de terça, o juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato em primeira instância, reiterou que não pretende se candidatar à Presidência em 2018, apesar de aparecer bem posicionado nas pesquisas de intenção de voto do Datafolha: "A pesquisa perde tempo quando coloca o meu nome, porque não serei nenhum candidato", afirmou

O juiz federal Sérgio Moro participa de apresentação de um conjunto de medidas contra a impunidade e pela efetividade da Justiça, na sede Associação dos Juízes Federais do Brasil (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
O juiz federal Sérgio Moro participa de apresentação de um conjunto de medidas contra a impunidade e pela efetividade da Justiça, na sede Associação dos Juízes Federais do Brasil (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil) (Foto: Giuliana Miranda)

Paraná 247 - Em entrevista à Globonews, o juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato em primeira instância, reiterou que não pretende se candidatar à Presidência em 2018, apesar de aparecer bem posicionado nas pesquisas de intenção de voto do Datafolha.

"A pesquisa perde tempo quando coloca o meu nome, porque não serei nenhum candidato.

Eu acho que existem maneiras de servir ao país que não dependem de ser candidato a um cargo da presidência ou assumir a presidência. Acho a carreira política muito bonita, porque afinal o agente político está ali para servir à sociedade, para representar os seus eleitores, isso é algo positivo. Mas entendo que existem outras maneiras de tentar influenciar positivamente as pessoas e a sociedade. Minha opção foi pela magistratura e assim pretendo permanecer."

Questionado se pretende um dia entrar na política, o magistrado afirmou:

"Não existe essa perspectiva. Como eu disse, acho que a política é importante. Democracia se faz com política, ela nos dá a vantagem de trocar nossos representantes, nossos governantes sem derramamento de sangue. As pessoas têm que exercer seu direito de voto com sabedoria. E pensar em governantes que sejam competentes, mas também honestos, as duas coisas a meu ver caminham juntas. Mas não tenho essa vocação. É uma questão simplesmente de vocação. Poderia? Poderia, eventualmente. Não existe nenhum empecilho normativo. Mas a minha opção de vocação é outra. Eu sou um juiz e pretendo permanecer como juiz."

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