Moro diz que não se arrepende de ter divulgado áudio de Lula e Dilma

Juiz federal Sérgio Moro disse não se arrepender por ter divulgado o áudio de uma conversa travada em 2016 entre a então presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na época recém-nomeado ministro da Casa Civil. "Não me arrependo de forma nenhuma, embora tenha ficado consternado com a celeuma que a divulgação causou", disse; na ocasião, diante da repercussão do caso, Moro chegou a pedir desculpas ao Supremo pela quebra do sigilo do áudio

Curitiba- PR- Brasil- 24/10/2016- O o juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, durante sessão especial na Assembléia Legislativa do Paraná (ALEP). Foto: Pedro de Oliveira/ ALEP
Curitiba- PR- Brasil- 24/10/2016- O o juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, durante sessão especial na Assembléia Legislativa do Paraná (ALEP). Foto: Pedro de Oliveira/ ALEP (Foto: Paulo Emílio)
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247 - O juiz federal Sérgio Moro disse não se arrepender por ter divulgado o áudio de uma conversa travada em 2016 entre a então presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na época recém-nomeado ministro da Casa Civil.

"Não me arrependo de forma nenhuma, embora tenha ficado consternado com a celeuma que a divulgação causou", disse durante entrevista em evento promovido pela revista Veja. Na ocasião, diante da repercussão do caso, Moro chegou a pedir desculpas ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela quebra do sigilo do áudio.

"Na minha opinião eu fiz o que a lei exigia e o que eu achei que era necessário", afirmou Moro nesta segunda-feira (27). "Não eram exatamente conversas republicanas", disse. "Não cabe ao poder Judiciário servir guardião dos segredos sombrios dos nossos governantes", completou em seguida.

Leia mais na matéria da agência Reuters.

Moro diz que Lava Jato é o Plano Real do combate à corrupção 

 Ao defender o fim do foro privilegiado como forma de combater a impunidade, Moro afirmou que abriria mão dessa prerrogativa por ser juiz.

“A meu ver o que precisávamos era exatamente isso, uma espécie de Plano Real contra a corrupção”, disse Moro a jornalistas após participar de evento promovido pela revista Veja.

Durante a entrevista que concedeu durante o evento, Moro afirmou ter sido alvo de “ataques sujos” durante a condução dos casos da operação e atribui isto ao fato de a Lava Jato envolver pessoas ligadas à política.

“Um lado negativo que eu realmente não esperava foram alguns ataques sujos, por conta desses casos envolverem pessoas da política”, disse Moro durante evento promovido pela revista Veja em São Paulo.

Moro classificou de “diversionismo” os ataques de que é alvo e afirmou que não altera a sua conduta por causa das críticas que recebe.

O magistrado se esquivou de comentar sobre se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva será preso, limitando-se a afirmar que o caso em que condenou Lula tramita agora na segunda instância, junto ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre.

Moro defendeu a necessidade de reformas estruturais para ajudar a combater a corrupção, mas apontou uma falta de disposição da classe política em realizar essas mudanças.

 

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