Moro manda hospital provar que advogado de Lula foi hospitalizado

O juiz federal Sérgio Moro pediu que o hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, comprove que o advogado de Lula, Roberto Teixeira, deu entrada no hospital no segundo semestre de 2015; O intuito é averiguar o depoimento do empresário Glaucos Costamarques, que alega ter recebido os aluguéis somente no fim de 2015

30/03/2017- Brasília- DF, BRasil- Juiz Sergio Moro durante depoimento na comissão de reforma do Código de Processo Penal Foto: Lula Marques / AGPT
30/03/2017- Brasília- DF, BRasil- Juiz Sergio Moro durante depoimento na comissão de reforma do Código de Processo Penal Foto: Lula Marques / AGPT (Foto: Charles Nisz)

Paraná 247 - O juiz federal Sergio Moro mandou, nesta terça-feira (17) que o Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, apresente eventuais registros de internação ou tratamento do advogado do ex-presidente Lula, Roberto Teixeira. A apuração se refere ao processo no qual Lula é acusado de receber propinas por meio do uso de apartamento vizinho ao do petista em São Bernardo do Campo (SP).

Moro deu o prazo de cinco dias para que o hospital informe os registros de internação de Teixeira no segundo semestre de 2015. O intuito é averiguar o depoimento do empresário Glaucos Costamarques, suspeito de ter atuado como laranja na aquisição do apartamento. Costamarques afirma que só passou a receber os aluguéis do apartamento ao final de 2015. A defesa de Lula enviou à Justiça 26 recibos de aluguel, com o objetivo de comprovar os pagamentos.

Segundo o empresário, todos os recibos foram assinados no mesmo dia, quando estava internado. Após a visita do advogado de Lula, o contador João Leite teria ido ao hospital recolher sua assinatura. Teixeira afirma ter conversado com Costamarques no saguão do Sírio-Libanês no final de 2015, mas negou ter discutido pagamentos de aluguéis. Teixeira também negou ter falado sobre aluguéis com Lula, pois ele é apenas amigo e advogado de Lula.

A defesa de Lula nega que o contador João Leite tenha prestado serviços para o ex-presidente que a a empresa JML, da qual João Leite Muniz é proprietário, prestava "serviços eventuais" de imposto de renda a ele e à ex-primeira-dama Marisa Letícia, falecida em fevereiro.

O MPF (Ministério Público Federal) questiona a autenticidade dos recibos entregues pela defesa de Lula, e o juiz Moro pediu que os advogados informassem se detinham os recibos originais. Nesta quarta, a defesa do ex-presidente disse que vai entregá-los na presença de um perito.

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