Moro pergunta como Temer quer depor em favor de Cunha

Juiz Sérgio Moro questionou o presidente Michel Temer, por meio de ofício, sobre como ele prefere prestar depoimento como testemunha de defesa do ex-aliado e arquiteto do impeachment da presidente Dilma Rousseff, o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ); "Oficie-se ao Exmo. Sr. presidente da República Michel Miguel Elias Temer Lulia informando que ele foi arrolado como testemunha de defesa nesta ação penal e indagando se ele prefere ser ouvido em audiência ou por escrito", diz o juiz; magistrado deu cinco dias para Temer responder; Eduardo Cunha é acusado de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão fraudulenta de divisas pela manutenção de contas secretas na Suíça que teriam recebido propina do esquema na Petrobras

Juiz Sérgio Moro questionou o presidente Michel Temer, por meio de ofício, sobre como ele prefere prestar depoimento como testemunha de defesa do ex-aliado e arquiteto do impeachment da presidente Dilma Rousseff, o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ); "Oficie-se ao Exmo. Sr. presidente da República Michel Miguel Elias Temer Lulia informando que ele foi arrolado como testemunha de defesa nesta ação penal e indagando se ele prefere ser ouvido em audiência ou por escrito", diz o juiz; magistrado deu cinco dias para Temer responder; Eduardo Cunha é acusado de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão fraudulenta de divisas pela manutenção de contas secretas na Suíça que teriam recebido propina do esquema na Petrobras
Juiz Sérgio Moro questionou o presidente Michel Temer, por meio de ofício, sobre como ele prefere prestar depoimento como testemunha de defesa do ex-aliado e arquiteto do impeachment da presidente Dilma Rousseff, o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ); "Oficie-se ao Exmo. Sr. presidente da República Michel Miguel Elias Temer Lulia informando que ele foi arrolado como testemunha de defesa nesta ação penal e indagando se ele prefere ser ouvido em audiência ou por escrito", diz o juiz; magistrado deu cinco dias para Temer responder; Eduardo Cunha é acusado de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão fraudulenta de divisas pela manutenção de contas secretas na Suíça que teriam recebido propina do esquema na Petrobras (Foto: Aquiles Lins)

Paraná 247 - O juiz Sérgio Moro, responsável pelo julgamento das ações da operação Lava Jato em primeira instância, questionou o presidente Michel Temer, por meio de ofício, sobre como ele prefere prestar depoimento como testemunha de defesa do ex-aliado e arquiteto do impeachment da presidente Dilma Rousseff, o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). 

"Oficie-se ao Exmo. Sr. presidente da República Michel Miguel Elias Temer Lulia informando que ele foi arrolado como testemunha de defesa nesta ação penal e indagando se ele prefere ser ouvido em audiência ou por escrito na forma do artigo 221, §1º, do Código de Processo Penal. No primeiro caso, será em seguida definida, em conjunto data e hora para oitiva, no segundo caso, serão em seguida enviados os quesitos das partes. Solicite-se, respeitosamente, resposta em cinco dias já que há acusado preso", determinou Moro.

O magistrado deu cinco dias para que Temer responda se quer se ouvido em audiência ou se quer se manifestar por escrito em defesa de Eduardo Cunha, que está preso na carceragem da Polícia Federa em Curitiba desde 19 de outubro. 

O ex-presidente da Câmara é acusado de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão fraudulenta de divisas pela manutenção de contas secretas na Suíça que teriam recebido propina do esquema na Petrobras. Segundo a acusação, Cunha teria solicitado e recebido propina entre 2010 e 2011, por conta da aquisição, pela Petrobrás de um campo de petróleo em Benin.

Além de Temer, o ex-deputado arrolou como testemunha de defesa o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-diretor da área Internacional da Petrobrás Nestor Cerveró, os ex-ministros Henrique Alves (Turismo/Governo Michel Temer), Mauro Lopes (Aviação Civil/Governo Dilma), o ex-deputado João Paulo Cunha (PT), o pecuarista José Carlos Bumlai (amigo de Lula), o economista Felipe Diniz, filho do ex-líder do PMDB na Câmara Fernando Diniz, morto em 2009, o vice-governador de Minas Gerais Antônio Eustáquio Andrade Ferreira (PMDB), os deputados Leonardo Quintão (PMDB-MG), Saraiva Felipe (PMDB-MG), o deputado estadual João Magalhães (PMDB-MG), Nelson Tadeu Filipelli (PMDB-DF), o ex-gerente da área Internacional Pedro Augusto Cortes Xavier Bastos, o ex-senador Delcídio Amaral (ex-PT), o professor de Direito José Tadeu de Chiara, o lobista Hamylton Padilha, o ex-funcionário da Petrobrás Sócrates José Fernandes Marques da Silva e funcionários do Banco Merril Lynch.

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