MPF responde à defesa de Cunha, que tenta anular grampos

O Ministério Público Federal negou o pedido feito pela defesa do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (MDB-PR) para retirar interceptações de diálogos do ex-deputado do processo penal; o procurador Deltan Dallagnol afirma que os diálogos indicam a "conduta de Eduardo Cunha de utilizar parlamentares de sua base aliada para consecução de objetivos próprios era reiterada e contumaz"

Brasília - Eduardo Cunha faz sua defesa no Conselho de Ética da Câmara (Wilson Dias/Agência Brasil)
Brasília - Eduardo Cunha faz sua defesa no Conselho de Ética da Câmara (Wilson Dias/Agência Brasil) (Foto: Leonardo Lucena)

Paraná 247 - O Ministério Público Federal rebateu pedido feito pela defesa do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (MDB-PR) para retirar interceptações de diálogos do ex-deputado do processo penal.

Em documento, o procurador Deltan Dallagnol afirma que os diálogos indicam a "conduta de Eduardo Cunha de utilizar parlamentares de sua base aliada para consecução de objetivos próprios era reiterada e contumaz". Os relatos foram publicados nesta terça-feira (6) pela coluna Radar.

Entre as conversas reveladas estão acertos com Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, e o operador do MDB João Augusto Rezende Henriques, já condenado na Operação Lava-Jato por fraudes em contratos da área internacional da Petrobras.

A defesa de Cunha negou que essas provas tenham relação com a ação penal porque se relacionam exclusivamente com os fatos em apuração da denominada Operação Sépsis, que tramita perante a 10ª Vara Federal do Distrito Federal.

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