Odebrecht cita propina de R$ 35 milhões para obra na Refinaria Getúlio Vargas

Ex-executivos da Odebrecht afirmaram que um consórcio formado pela empresa junto com duas construtoras - OAS e UTC - para obras na refinaria Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, pagou R$ 15 milhões à Diretoria de Abastecimento da estatal, a pedido de Paulo Roberto Costa, e outros R$ 15 milhões à Diretoria de Serviços da Petrobras, a pedido de Pedro Barusco; essa última diretoria também recebeu outros R$ 5 milhões para a finalização o contrato


Ex-executivos da Odebrecht afirmaram que um consórcio formado pela empresa junto com duas construtoras - OAS e UTC - para obras na refinaria Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, pagou R$ 15 milhões à Diretoria de Abastecimento da estatal, a pedido de Paulo Roberto Costa, e outros R$ 15 milhões à Diretoria de Serviços da Petrobras, a pedido de Pedro Barusco; essa última diretoria também recebeu outros R$ 5 milhões para a finalização o contrato
Ex-executivos da Odebrecht afirmaram que um consórcio formado pela empresa junto com duas construtoras - OAS e UTC - para obras na refinaria Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, pagou R$ 15 milhões à Diretoria de Abastecimento da estatal, a pedido de Paulo Roberto Costa, e outros R$ 15 milhões à Diretoria de Serviços da Petrobras, a pedido de Pedro Barusco; essa última diretoria também recebeu outros R$ 5 milhões para a finalização o contrato (Foto: Leonardo Lucena)

Paraná 247 - O ex-executivos da Odebrecht afirmou que um consórcio formado pela empresa junto com duas construtoras - OAS e UTC - para obras na refinaria Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, pagou R$ 35 milhões em propina para diretores da Petrobras. Foram R$ 15 milhões pagos à Diretoria de Abastecimento da estatal, a pedido de Paulo Roberto Costa, e outros R$ 15 milhões à Diretoria de Serviços, a pedido de Pedro Barusco. A informação consta nos depoimentos de César Ramos Rocha, Márcio Faria da Silva e Rogério Santos de Araújo.

De acordo com os delatores, houve "discussão extremamente prolongada" para finalizar o contrato, o que teve solução apenas depois de novo pagamento, de R$ 5 milhões, à Diretoria de Serviços, totalizando R$ 35 milhões em propina. Eles informaram que a propina foi paga entre os anos de 2007 e 2014, em contas no Brasil e no exterior, dizem os executivos.

Em nota, a Odebrecht disse que entende ser "de responsabilidade da Justiça a avaliação de relatos específicos feitos pelos seus executivos e ex-executivos". Segundo o G1, a empresa reforçou que "está colaborando com a Justiça no Brasil e nos países em que atua".

"Já reconheceu os seus erros, pediu desculpas públicas, assinou um Acordo de Leniência com as autoridades brasileiras e da Suíça e com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, e está comprometida a combater e não tolerar a corrupção em quaisquer de suas formas", disse.

A UTC, o PT e o advogado afirmaram que não vão se pronunciar. 

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