Palocci nega ter pedido doações à Odebrecht em troca de benefícios

Ex-ministro Antônio Palocci prestou depoimento nesta quinta-feira, 20, ao juiz Sérgio Moro e negou que tenha pedido ou recebido doações da Odebrecht como contrapartida por projetos que a empresa tinha com o governo federal; Palocci também negou que tenha feito pagamentos aos marqueteiros João Santana e Mônica Moura no exterior; "Jamais, absolutamente não. Se aplica a João Santana, Mônica Moura. Nunca tratei de onde seria pago ninguém, onde pagar alguém", afirmou

Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil em governos recentes do Partido dos Trabalhadores, chega a Curitiba 26/09/2016 REUTERS/Rodolfo Buhrer
Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil em governos recentes do Partido dos Trabalhadores, chega a Curitiba 26/09/2016 REUTERS/Rodolfo Buhrer (Foto: Aquiles Lins)

Paraná 247 - O ex-ministro Antônio Palocci prestou depoimento nesta quinta-feira, 20, ao juiz Sérgio Moro e negou que tenha pedido ou recebido doações da Odebrecht como contrapartida por projetos que a empresa tinha com o governo federal. Palocci também negou que tenha feito pagamentos aos marqueteiros João Santana e Mônica Moura no exterior.

O ex-ministro afirmou que teve um encontro com Marcelo Odebrecht, a quem classificou como "insistente". Marcelo teria dito que foi procurado por um petista, que pedira uma doação como contrapartida pela liberação de um projeto de submarino que era de interesse da Odebrecht.

"Ele (Marcelo) me pediu para ajudar a tirar esse assunto da mesa. Faço isso porque sou absolutamente contra qualquer vinculação a projeto", disse Palocci. "Eles jamais me pediram uma contrapartida e jamais dei margem que eles pensassem que era possível", completou.

Ao responder a uma pergunta de seu advogado, Antonio Palocci afirmou que nunca autorizou pagamentos a fornecedores da campanha de Dilma Rousseff no exterior. "Jamais, absolutamente não. Se aplica a João Santana, Mônica Moura. Nunca tratei de onde seria pago ninguém, onde pagar alguém", afirmou. Segundo ele, quem decidia como pagar eram empresa e o recebedor. 

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