Palocci pede ao TRF-4 para falar

O ex-ministro Antonio Palocci solicitou nessa quarta-feira, 7, ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) para ser ouvido novamente no inquérito contra ele na operação Lava Jato; "A cooperação espontânea– ainda que nesta fase – pode ser extremamente relevante, vez que eliminará qualquer tipo de dúvida sobre a tese acusatória, viabilizando que a síntese decisória seja inquestionável e induvidosa", solicitou a defesa do ex-ministro

Palocci é escoltado por policiais em Curitiba. 26/9/2016. REUTERS/Rodolfo Buhrer
Palocci é escoltado por policiais em Curitiba. 26/9/2016. REUTERS/Rodolfo Buhrer (Foto: Aquiles Lins)

Paraná 247 - O ex-ministro Antonio Palocci solicitou nessa quarta-feira, 7, ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) para ser ouvido novamente no inquérito contra ele na operação Lava Jato. 

"A cooperação espontânea– ainda que nesta fase – pode ser extremamente relevante, vez que eliminará qualquer tipo de dúvida sobre a tese acusatória, viabilizando que a síntese decisória seja inquestionável e induvidosa", solicitou a defesa do ex-ministro. 

Quando foi interrogado pela Lava Jato nesta ação, em abril do ano passado, sugeriu entregar informações que seriam 'certamente do interesse da Lava Jato'.

Ao TRF-4, Palocci afirmou que 'tem buscado firmar acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal'. "Independente da realização de acordo, o peticionário escolheu a cooperação imediata e espontânea como caminho para a resolução jurisdicional de seus débitos com a Justiça", argumentou a defesa.

Palocci está preso desde setembro de 2016. Em junho, o ex-ministro foi condenado pelo juiz federal Sérgio Moro a 12 anos, 2 meses e 20 dias de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

No processo, Palocci foi acusado de envolvimento no pagamentos de US$ 10.219.691,08 em propinas, referentes a contratos firmados pelo Estaleiro Enseada do Paraguaçu – de propriedade da Odebrecht – com a Petrobrás, por intermédio da Sete Brasil. O dinheiro, segundo a Justiça, foi pago ao marqueteiro de campanhas do PT João Santana.

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