Paulo Roberto Costa diz não ter dinheiro para ir a audiência no Paraná

Ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa foi convocado para depor em uma audiência da Operação Lava Jato, em Curitiba, mas a defesa afirma que ele não tem dinheiro para pagar as passagens do Rio de Janeiro, onde cumpre pena em regime aberto, para a capital paranaense; advogados dele pediram ao juiz Sérgio Moro que a participação seja por videoconferência; Costa deve depor no dia 9 de março como testemunha de acusação em um processo contra o ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB) que tramita na Justiça Federal do Paraná

Paulo Roberto Costa
Paulo Roberto Costa (Foto: Leonardo Lucena)

Paraná 247 - O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa foi convocado para depor em uma audiência da Operação Lava Jato, em Curitiba, mas a defesa afirma que ele não tem dinheiro para pagar as passagens do Rio de Janeiro, onde cumpre pena em regime aberto, para a capital paranaense. Advogados dele pediram ao juiz Sérgio Moro que a participação seja por videoconferência. Costa deve depor no dia 9 de março como testemunha de acusação em um processo contra o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral que tramita na Justiça Federal do Paraná.

"Ocorre que o comparecimento do requerente, que muitas vezes já se deslocou até Curitiba, geraria um grande dispêndio em virtude dos altos valores das passagens aéreas, não tendo, o requerente, hoje condições de arcar com essas despesas, em virtude da grave dificuldade econômica em que toda a família se encontra, somando ainda o fato, de suas contas bancárias ainda encontrarem-se bloqueadas", declararam os advogados. O relato foi publicado no G1.

O ex-diretor teve que devolver cerca de R$ 79 milhões que estavam em contas no exterior para a Petrobras, além de bens como carros e lancha, de acordo com o Ministério Público Federal (MPF).

Costa foi preso em março de 2014, quando a Operação Lava Jato foi deflagrada. Dias depois, conseguiu um habeas corpus da Justiça, mas foi preso novamente. Após dois meses na prisão, virou delator.

Empreiteiras que mantinham contratos com a Petrobras superfaturavam os valores dos serviços que prestavam, fazendo contratos aditivos às obras. Parte dos valores do superfaturamento era usada para pagar propina a diretores da Petrobras e para abastecer partidos políticos.

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