Pedro Corrêa vai cumprir prisão domiciliar

O ex-deputado federal Pedro Corrêa (PP-PE) obteve autorização do STF para cumprir prisão domiciliar por causa de uma cirurgia que deve fazer nos próximos dias correção de deformidade na coluna lombar; ex-parlamentar foi condenado na Operação Lava Jato a 20 anos de prisão por lavagem de dinheiro e corrupção; segundo o juiz Sérgio Moro, Corrêa recebeu pelo menos R$ 11,7 milhões do esquema de corrupção na Petrobras

27-12-2013 PE O mensaleiro e ex deputado Pedro Corrêa  entra no IML do estado de Pernambuco para exame de corpo de delito antes de ser transferido para a Penitenciaria Agricola de Itamaraca. Libia Florentino / LeiaJáImagens
27-12-2013 PE O mensaleiro e ex deputado Pedro Corrêa entra no IML do estado de Pernambuco para exame de corpo de delito antes de ser transferido para a Penitenciaria Agricola de Itamaraca. Libia Florentino / LeiaJáImagens (Foto: Leonardo Lucena)

Paraná 247 - O ex-deputado federal Pedro Corrêa (PP-PE) colocou tornozeleira eletrônica, nesta quarta-feira (1º), para cumprir prisão domiciliar por causa de uma cirurgia que deve fazer nos próximos dias correção de deformidade na coluna lombar. Ele chegou ao prédio da Justiça Federal do Paraná, em Curitiba, por volta das 14h, para pôr o equipamento.

Para mudar o regime de cumprimento da pena, o ex-parlamentar foi autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso no dia 22 de fevereiro.

Delator na Operação Lava Jato, o ex-deputado está preso desde abril de 2015, no Paraná. Segundo o juiz Sérgio Moro, Corrêa recebeu pelo menos R$ 11,7 milhões do esquema de corrupção. O magistrado afirmou que um dos repasses chegou ao valor de R$ 2 milhões. Esse valor deve ser devolvido por Corrêa à Petrobras por meio do confisco de bens dele, após correção monetária.

"O mais perturbador, porém, em relação a Pedro Correa consiste no fato de que recebeu propina inclusive enquanto estava sendo julgado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal na Ação Penal 470 [Mensalão], havendo registro de recebimentos até outubro de 2012", disse Moro, à época da sentença.

O ex-parlamentar foi condenado a 20 anos de prisão por lavagem de dinheiro e corrupção.

 

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