“Perdi a pessoa que mais amava”, diz pai de João Alberto, que aponta “racismo”

“Foi um episódio de racismo. Basta ver a força da agressão”, diz João Batista Rodrigues Freitas, de 65 anos, pai de João Alberto Silveira Freitas, homem negro de 40 anos morto por dois seguranças brancos em uma loja do Carrefour em Porto Alegre

Carrefour / cena do assassinato de João Alberto Silveira Freitas
Carrefour / cena do assassinato de João Alberto Silveira Freitas (Foto: Reuters | Reprodução)
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247 - O pai de João Alberto Silveira Freitas, homem negro após ser linchado por dois seguranças brancos em uma loja do Carrefour em Porto Alegre na noite desta quinta-feira (19), João Batista Rodrigues Freitas, de 65 anos, diz ter perdido “a pessoa que mais amava”.

“Estou me sentindo abatido. Perdi a pessoa que mais amava. Amava minha mulher, que perdi há seis anos. Agora perdi meu filho. Tínhamos uma amizade de pai e filho, nos respeitávamos”, contou, segundo reportagem da Folha de S.Paulo.

“Foi um episódio de racismo. Basta ver a força da agressão. Primeira coisa que perguntei foi: Ele estava roubando? Se não estava, por que ser agredido? E por que ser agredido brutalmente pelos seguranças? Aliás, não posso chamá-los de seguranças porque isso desmerece os profissionais que são seguranças de verdade”, disse ainda.

A mulher de João Alberto também se manifestou sobre o assassinato. “Ele pediu ‘Milena, me ajuda’, quando eu fui, os seguranças me empurraram”, relatou Milena Borges Alves, de 43 anos.

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