Pimenta: governo Bolsonaro não passa de um fantoche dos EUA

"Bolsonaro se elegeu presidente graças a um esquema industrial de #FakeNews bancado por caixa 2. Aí apareceram as relações da família com as milícias do Rio de Janeiro. E no governo ele não passa de um fantoche dos Estados Unidos e do sistema financeiro", afirmou o líder do PT na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta (RS)

(Foto: Michel Jesus - Câmara)

247 - O líder do PT na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta (RS), bateu duro no governo do presidente Jair Bolsonaro pelos 200 dias de gestão. As projeções oficiais de crescimento do PIB já apontam possibilidade de recessão.

"Bolsonaro se elegeu presidente graças a um esquema industrial de #FakeNews bancado por caixa 2. Aí apareceram as relações da família com as milícias do Rio de Janeiro. E no governo ele não passa de um fantoche dos Estados Unidos e do sistema financeiro", escreveu o parlamentar no Twitter. 

Além das más estatísticas econômicas, que apontam expansão do PIB abaixo de 1% e 13 milhões de desempregados (taxa de 12%), o governo manteve em vigor a PEC do Teto dos Gastos. A proposta, aprovada no governo Michel Temer, congela os investimentos públicos por 20 anos.  

A agenda entreguista de Bolsonaro atende aos interesses dos EUA, que exploram o petróleo brasileiro - a abertura da áreas do pré-sal já tina começado no governo Temer. 

Em 2009, saiu do Consulado dos EUA no Centro do Rio de Janeiro um telegrama para a Embaixada em Brasília sobre um encontro entre representantes dos EUA e das empresas multinacionais de petróleo. E senador José Serra (PSDB-SP) garantia que, se o PSDB voltasse à presidência da República, todas as mudanças seriam desfeitas no regime de exploração do pré-sal. O telegrama foi vazado em 2010 pelo Wikileaks.

Posteriormente, em 2016 com o golpe contra Dilma Rousseff, Temer, que tinha o PSDB como principal aliado, mudou o regim de exploração do pré-sal e, paralelamente, a Operação Lava Jato mostrou sua partidarização e não prendeu sequer um tucano. Condenou o ex-presidente Lula sem provas no processo do triplex em Guarujá (SP) - ele foi acusado de ter recebido o apartamento como propina da OAS, mas nunca dormiu, nem tinha a chave do apartamento. 

Em junho, uma reportagem do site The Intercept revelou que o procurador Deltan Dallagnol afirmou, em um diálogo com o então juiz Sérgio Moro, que certos detalhes da operação podem "depender de articulação com os americanos". "Que já está sendo feita", assegurou o coordenador da Lava Jato no MPF a conversa era uma resposta à pergunta de Moro: "não é muito tempo sem operação?" 


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